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Trump classifica como "vergonhosa" decisão de secretário de Justiça sobre inquérito de abusos de vigilância

28 fev 2018
15h06
atualizado às 17h00
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar nesta quarta-feira seu secretário de Justiça, Jeff Sessions, classificando de "vergonhosa" sua decisão de ordenar que o inspetor-geral do Departamento de Justiça, e não procuradores, investigue supostos abusos de vigilância.

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do secretário de Justiça, Jeff Sessions REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do secretário de Justiça, Jeff Sessions REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

Trump atacou Sessions no Twitter por atribuir o inquérito de possíveis abusos de vigilância do governo ao inspetor-geral, Michael Horowitz, e não a procuradores.

    Sessions rebateu Trump horas depois em uma nota defendendo sua decisão de encaminhar a questão a Horowitz, e comprometeu-se a "desempenhar meus deveres com integridade e honra".

Parlamentares republicanos criticaram a postura do presidente, apontando que Trump viola o princípio segundo o qual o Departamento de Justiça e o Judiciário devem ser independentes da Casa Branca.

    "Por que Sessions pediu ao inspetor-geral que investigue grandes abusos da Fisa?", indagou Trump, referindo-se à Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa), que regulamenta o monitoramento governamental das comunicações de supostos agentes estrangeiros.

    "Demorará uma eternidade, não tem poder processual e já está atrasado com os relatórios de (ex-diretor do FBI James) Comey", continuou Trump. "Será que o secretário de Justiça é da turma do Obama? Por que não usar advogados do Departamento de Justiça? Vergonhoso".

    Horowitz tomou posse no cargo em abril de 2012, durante o governo do ex-presidente Barack Obama.

    Trump violou o princípio de preservar a independência judicial e processual várias vezes, por exemplo ao prometer investigar sua adversária presidencial de 2016, Hillary Clinton, e ao criticar decisões dos tribunais a respeito de sua política imigratória.

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