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Trump afirma que não pretende 'apressar' um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã

Donald Trump afirmou neste domingo (24) que os Estados Unidos não pretendem "apressar" um acordo com o Irã, adotando um tom moderado que contrasta com a expectativa de uma conclusão rápida para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Entretanto, o republicano avalia que as negociações avançam "de maneira ordenada e construtiva".

24 mai 2026 - 12h42
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"Instruí meus representantes a não se precipitarem em um acordo, pois o tempo está a nosso favor", escreveu o presidente dos EUA em sua plataforma Truth Social, enquanto norte-americanos e iranianos vêm afirmando há vários dias que buscam finalizar um compromisso.

Trump afirma que não pretende 'apressar' um acordo entre Estados Unidos e Irã
Trump afirma que não pretende 'apressar' um acordo entre Estados Unidos e Irã
Foto: © 美联社图片 / RFI

Trump também declarou que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos no Estreito de Ormuz permanecerá "totalmente em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado". O presidente norte-americano ordenou a medida após o fracasso da primeira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos em Islamabad.

"As negociações estão prosseguindo de maneira ordenada e construtiva (...) ambos os lados precisam de tempo para fazer isso direito. Não pode haver erros", acrescentou Donald Trump.

Ele atacou mais uma vez o acordo nuclear com o Irã de 2015, concluído pelo presidente democrata Barack Obama, o qual classificou como "um dos piores já feitos" pelos Estados Unidos. Após mais de um mês de conflito que deixou milhares de mortos, um cessar-fogo está em vigor entre o Irã e os Estados Unidos desde 8 de abril, mas a economia global continua abalada pelo quase bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.

O presidente norte-americano havia mencionado no sábado (23) um acordo "amplamente negociado" que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, efetivamente bloqueado por Teerã desde o início da guerra, desencadeada pelo ataque israelense-americano ao Irã em 28 de fevereiro.

Críticas de aliados republicanos

As declarações de Trump neste domingo parecem ser uma resposta às críticas feitas dentro de seu próprio partido neste fim de semana em relação às perspectivas de um acordo, que alguns parlamentares republicanos consideraram muito favorável ao Irã.

Os senadores Ted Cruz e Lindsey Graham, assim como Mike Pompeo, Secretário de Estado de Donald Trump durante seu primeiro mandato, expressaram sua oposição a que o Irã receba benefícios em um futuro próximo, como a possibilidade de vender seu petróleo livremente. Cruz afirmou na rede social X que o resultado poderia ser um "erro desastroso".

"Não faz sentido para mim", acrescentou o senador republicano Thom Tillis, que está deixando o cargo, à CNN.

"Estamos falando hoje de uma posição em que poderíamos aceitar que materiais nucleares permaneçam no Irã. Como isso pode fazer sentido? Da mesma forma, um cessar-fogo de 60 dias e a expectativa de que eles reabram o Estreito de Ormuz antes que os termos sejam finalizados também me parecem questionáveis", disse ele.

Segundo com o site Axios, um possível acordo estenderia o cessar-fogo atual por 60 dias, período durante o qual o Estreito de Ormuz seria reaberto, o Irã venderia petróleo livremente e negociações ocorreriam sobre o programa nuclear iraniano.

"Tenho a impressão de que este acordo, na verdade, nos levará de volta ao status quo anterior à guerra", disse o senador democrata Chris Van Hollen à Fox News.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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