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Tribunal chinês ordena novo julgamento de canadense preso por tráfico de drogas

29 dez 2018
14h04
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Um tribunal chinês ordenou a retirada das queixas de tráfico de drogas contra um cidadão canadense neste sábado, após promotores dizerem que sua sentença de 15 anos era muito leve - um caso que pode testar ainda mais as relações entre Pequim e Ottawa.

As tensões entre os dois governos estão altas desde a prisão de uma alta executiva chinesa no Canadá a pedido dos Estados Unidos este mês, seguida pela prisão de dois cidadãos canadenses na China, por suspeita de ameaça à segurança do Estado.

Robert Lloyd Schellenberg interpôs um recurso após condenado a 15 anos em 20 de novembro, na cidade de Dalian, disse o tribunal da província de Liaoning em comunicado, acrescentando que ele seria deportado após cumprir sua sentença.

Na audiência de apelação, os promotores disseram que a sentença era muito leve e imprópria, argumentando que Schellenberg provavelmente teria participado de uma operação de contrabando de drogas internacional e desempenhou um papel importante em contrabandear as drogas, segundo o comunicado.

O tribunal disse que aceitava o argumento e ordenou a retirada. A corte acrescentou que diplomatas canadenses estavam no tribunal para apelar.

Não ficou imediatamente claro quem era o advogado de Schellenberg, ou quando um novo julgamento pode acontecer.

Um portal de notícias do governo de Dalian disse esta semana que Schellenberg tinha contrabandeado "uma enorme quantidade de drogas" para a China.

O governo canadense disse que está acompanhando o caso há vários anos e fornecendo assistência consular, mas não poderia dar mais detalhes citando preocupações com privacidade.

Crimes relacionados à drogas costumam ser punidos com severidade na China.

A China executou um britânico, que foi pego contrabandeando heroína em 2009, desencadeando um clamor britânico contra o que disse ser a falta de qualquer avaliação sobre sua saúde mental.

Em um desdobramento que pode diminuir as tensões, um porta-voz do governo canadense disse na sexta-feira que um cidadão canadense que foi detido na China este mês havia voltado ao Canadá após ser liberado.

O porta-voz não especificou quando o canadense foi solto ou retornou ao Canadá. Mais cedo, a emissora CBC identificou a cidadã como a professora Sarah McIver.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse esse mês que McIver estava passando por uma 'punição administrativa' por trabalhar ilegalmente.

McIver foi a terceira canadense presa pela China após a prisão de Meng Wanzhou, diretora financeira da gigante de tecnologia de telecomunicações chinesa Huawei Technologies mas uma autoridade canadense disse que não há motivo para acreditar que a prisão da mulher tivesse relação com as detenções anteriores.

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