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Síria faz primeiras eleições municipais em 7 anos

País foi às urnas em meio à ofensiva de Assad em Idlib

16 set 2018
14h42
atualizado às 15h30
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Enquanto as tropas de Bashar al Assad conduzem sua ofensiva para a retomada de Idlib, último bastião dos rebeldes, a Síria realizou neste domingo (16) suas primeiras eleições municipais desde 2011, ano do início da guerra civil no país.

Mais de 40 mil candidatos competem por 18.478 vagas nos órgãos legislativos das cidades sírias, com exceção das áreas ainda sob domínio da oposição, que englobam cerca de 3 milhões de pessoas. Os 5,6 milhões de refugiados sírios também não participam.

Por sua vez, com apoio dos Estados Unidos, o norte curdo do país, governado pelo Conselho Democrático Sírio, não aceita o pleito. "O regime quer que continuemos sob seu domínio", disse um porta-voz da administração local, que cobra a "federalização" da nação e mais autonomia para minorias.

O país chegou a realizar eleições presidenciais em junho de 2014, com vitória de Assad (88,7%), e legislativas em 2012 e 2016, com triunfo do partido do presidente, o Baath, mas sempre nas zonas controladas pelo regime, que na época eram menores.

No entanto, essa é a primeira vez desde 2011 que os sírios vão às urnas para escolher representantes municipais. A campanha dos candidatos se concentrou em promessas para reconstruir as cidades devastadas pela guerra civil.

"Esperamos poder atender às aspirações das pessoas e melhorar as condições da cidade", declarou Hassan Taraqji, candidato do Baath em Damasco, à agência "AP". O partido, que controla a política local desde 1960, deve ser o vencedor do pleito.

O saldo de sete anos de conflitos na Síria é de cerca de 400 mil mortos, a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial e mais de US$ 300 bilhões em danos, de acordo com a ONU. 

Ansa - Brasil   

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