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Siria busca esmagar bolsões insurgentes, nega acordo para retirada

20 mai 2018
13h02
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Tropas sírias combatiam neste domingo para acabar com os últimos bolsões de resistência dos militantes do Estado Islâmico presos em um enclave ao sul de Damasco, disse a mídia estatal, negando um relato de que insurgentes haviam começado a sair em um acordo de retirada.

A recuperação do enclave ao sul de Damasco seria outro marco histórico nos esforços de guerra do presidente Bashar al-Assad, aniquilando o último enclave sitiado mantido por rebeldes na Síria ocidental.

Faixas do território nas fronteiras com Iraque, Turquia e Jordânia, no entanto, continuam for a do controle estatal.

Forças do governo sírio e seus aliados têm batalhado para recuperar o enclave ao sul de Damasco desde que derrotaram rebeldes em Ghouta ocidental, também próximo à capital, em abril.

A área está centrada em torno do distrito de al-Hajar al-Aswad e do adjacente campo de refugiados palestinos de Yarmouk, o maior da Síria.

As batalhas de um mês de duração foram as mais duras combatidas pelo exército sírio e suas forças aliadas neste ano contra forças de oposição nos bolsões da capital, dizem especialistas em defesa.

Apesar do uso extensivo do poder aéreo que deixou muitas partes da área niveladas ao solo, as tropas e as milícias aliadas sofreram fortes perdas ao encontrarem resistências duras de militantes obstinados em batalhar até o fim.

Em uma transmissão ao vivo, um repórter da TV estatal síria disse que as operações do exército sírio na área de Hajar al-Aswad estavam chegando ao fim e as linhas insurgentes estavam entrando em colapso enquanto colunas de fumaça subiam de uma área atrás dele.

A agência de notícias estatal síria SANA disse que as tropas estavam prestes a fechar militantes escondidos em uma pequena área de construções de alta densidade ao norte de Hajar al Aswad.

"As habilidades de combate do exército estão frustrando todos os esforços dos terroristas de impedir que o exército conclua a liberação da área", disse a SANA.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos havia dito anteriormente que ônibus haviam entrado no enclave após a meia-noite para eliminar os combatentes e suas famílias. Eles partiram em direção à Badia da Síria, uma parte do território esparsamente povoada a leste da capital que se estende até a fronteira com a Jordânia e o Iraque, disse.

Militantes do Estado Islâmico incendiaram seus escritórios no enclave de Yarmouk, disse o Observatório.

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