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Senadores dos EUA buscam maneiras de punir sauditas por morte de Khashoggi

6 dez 2018
21h04
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Senadores dos Estados Unidos que buscam alguma punição para o príncipe da coroa saudita, Mohammed bin Salman, pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, disseram na quinta-feira que querem votar na semana que vem para penalizar o governo de Riad, mas que ainda discutem sobre a melhor maneira de fazê-lo. 

Senadores John Cornyn e Chuck Schumer 
 3/12/2018    REUTERS/Jonathan Ernst
Senadores John Cornyn e Chuck Schumer 3/12/2018 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

Apesar do desejo do presidente Donald Trump em manter laços próximos com a Arábia Saudita, vários de seus colegas republicanos se juntaram a democratas para culpar o príncipe saudita pela morte de Khashoggi e apoiar legislações para responder ao caso encerrando o apoio dos EUA para a campanha militar liderada pelos sauditas no Iêmen, impondo novas sanções e suspendendo as vendas de armas para o país. 

Outros, no entanto, se opõem fortemente a misturar o conflito no Iêmen com a morte de um jornalista. 

"Seria um erro quebrar a relação com os sauditas. Ela não é baseada tanto em amizade, mas em interesses comuns, como o combate ao extremismo no Oriente Médio e enfrentar a ameaça iraniana", disse o senador John Cornyn, o republicano número 2 da Casa. 

Cinco senadores republicanos e democratas se encontraram a portas fechadas na manhã de quinta-feira para discutir como proceder, dizendo posteriormente que ainda não tinham se decidido sobre uma iniciativa que poderia conquistar o apoio bipartidário suficiente para que fosse aprovada no Senado. 

A falta de um acordo contrastava com as palavras pesadas de alguns senadores na terça-feira sobre o príncipe saudita, o governante de fato do reino, que negou qualquer conhecimento da operação que terminou com a morte de Khashoggi no dia 2 de outubro no consulado saudita em Istambul.

Um pronunciamento da diretora da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, a senadores na terça-feira fortaleceu a determinação para agir contra o príncipe, conhecido como MbS, e que tem o apoio de Trump. 

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