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Sem reconhecer derrota, Trump autoriza transição a Biden

Agência federal americana dá sinal verde oficial à equipe de Biden

23 nov 2020
21h51
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WASHINGTON - O governo de Donald Trump aceitou iniciar os procedimentos de transição para o presidente eleito Joe Biden. Por cerca de 15 dias, a administração federal bloqueou os protocolos de transição, enquanto Trump trava uma batalha política e jurídica na qual argumenta que venceu as eleições.

A responsável pela agência federal de administração de serviços gerais dos EUA, Emily Murphy, autorizou nesta segunda-feira, 23, a transição de governo em comunicado que permite que a equipe de Biden tenha informações sobre a atual administração.

13/11/2020
REUTERS/Carlos Barria
13/11/2020 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

Ela estava sob pressão de congressistas e da equipe de Biden, que argumentam que a demora em iniciar a transição do presidente eleito representa uma ameaça à segurança nacional do país. Segundo Biden, a demora poderia inclusive representar um atraso na distribuição de vacinas contra covid-19 nos EUA.

No Twitter, Trump disse ter concordado com os procedimentos iniciais de transição. O presidente disse que a servidora federal estava sob ameaça e assédio e continua sem reconhecer a vitória de Biden, anunciada em 7 de novembro. "Nosso caso continua fortemente, nós vamos lutar a luta justa e acredito que vamos vencer. Mesmo assim, pelo interesse do nosso país, estou recomendando que Emily e o time dela façam o que tiver que ser feito com relação aos procedimentos iniciais, e disse ao meu time para fazer o mesmo", escreveu Trump.

Em nota, a equipe de Biden e Kamala Harris informou que a decisão é "um passo necessário para começar a enfrentar os desafios que enfrentamos, incluindo o controle da pandemia e a recuperação da economia". Ainda segundo os democratas, esta é "uma ação administrativa definitiva para iniciar formalmente o processo de transição".

Uma autoridade disse que Murphy tomou a decisão depois que os esforços de Trump para subverter a votação fracassaram nos Estados-chave, mais recentemente em Michigan, que certificou a vitória de Biden nesta segunda-feira.

 

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