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Salvini é alvo de protesto em foco de Covid no sul da Itália

Senador visitou Mondragone, palco de tensão entre moradores

29 jun 2020
16h41
atualizado às 16h53
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Em um clima de crescente tensão no sul da Itália, o senador e ex-ministro do Interior Matteo Salvini foi alvo de uma série de protestos nesta segunda-feira (29) durante visita a Mondragone, onde foi identificado um novo foco de disseminação do coronavírus Sars-CoV-2 no país.

Senador visitou Mondragone, palco de tensão entre moradores e imigrantes
Senador visitou Mondragone, palco de tensão entre moradores e imigrantes
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O líder da extrema direita italiana chegou na região por volta das 19h (horário local) sob escolta policial e deu início ao seu comício. No entanto, em menos de 10 minutos foi interrompido pelos gritos da multidão e lançamento de garrafas de água.

"Salvini, você não é bem-vindo" e "Salvini retorna ao esgoto" foram algumas das frases entoadas pelos manifestantes. O senador, por sua vez, desistiu de falar ao público e se retirou do local.

O protesto ocorre dias após o governo da região da Campânia detectar 43 casos do novo coronavírus em um conjunto de edifícios populares em Mondragone, a maior parte deles entre imigrantes búlgaros. Desde então, o complexo foi palco de tensões entre moradores italianos e a comunidade búlgara, que protestou contra o lockdown porque diz que ficará sem dinheiro se não puder sair para trabalhar.

Na ocasião, inclusive, dezenas de italianos, incluindo manifestantes de extrema direita, se reuniram em frente aos edifícios para protestar contra os búlgaros e pedir a remoção da comunidade. Ontem, outros 23 casos da doença foram confirmados.

"Neste bairro há cidadãos, proprietários ou inquilinos que não podem sair de casa e estão refém da delinquência e há alguns infratores do centro social que preferem a ilegalidade à legalidade", denunciou Salvini hoje.

Durante sua visita, pelo menos 200 policiais foram mobilizados para a região, que registrou confrontos entre manifestantes e agentes. "Os violentos são aqueles que atacaram os policiais e quebraram o sistema elétrico, impedindo as pessoas de falar. Estes são cúmplices da Camorra", afirmou o ex-ministro.

Segundo ele, "a democracia não prevê violência e espancamentos à polícia". "É meu dever estar lá e voltarei dia após dia sem notificar os infratores. Se eles acham que nos intimidam, cometeram um erro", finalizou Salvini, que desistiu do comício. 

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