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Salvini convoca protesto para dia de audiência sobre sequestro

Tribunal decidirá se torna o senador réu em 3 de outubro

5 ago 2020
11h43
atualizado às 12h28
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O líder da oposição na Itália, senador Matteo Salvini, convocou uma manifestação de apoiadores para o mesmo dia em que um tribunal de Catânia decidirá se o torna réu pelo crime de sequestro.

Matteo Salvini durante visita a penitenciária em Gênova
Matteo Salvini durante visita a penitenciária em Gênova
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O caso diz respeito a uma ordem do então ministro do Interior para impedir o desembarque de 131 migrantes que haviam sido resgatados pelo navio Gregoretti, pertencente à própria Guarda Costeira italiana, em julho de 2019.

A maior parte dos deslocados internacionais (116) ficou presa na embarcação durante cinco dias, até que Roma fechasse um acordo de acolhimento com outros países da União Europeia. A abertura do processo contra Salvini já foi autorizada pelo Senado, mas a decisão final sobre tornar o ex-ministro réu cabe a um juiz de inquérito preliminar.

A audiência estava marcada para 4 de julho, mas foi reagendada para 3 de outubro em função da pandemia de coronavírus.

"Enfrentarei o 3 de outubro de cabeça erguida e com sorriso. O dia 3 de outubro será uma festa de liberdade, democracia e orgulho italiano", disse Salvini nesta quarta-feira (5), durante visita a uma penitenciária de Gênova.

"Convido desde hoje todos os italianos livres, honestos e orgulhosos a estarem lá. Catânia estará no centro das atenções de meio mundo porque este é um processo político, é um processo contra as ideias, é um processo contra a Itália", acrescentou.

Caso o ex-ministro se torne réu, o processo tramitará em primeira instância no Tribunal de Catânia. Se for condenado, ele pode pegar até 15 anos de prisão, além de perder o mandato de senador. Salvini também é alvo de outra denúncia de sequestro, mas esta referente ao bloqueio do navio da ONG espanhola ProActiva Open Arms, que ficou 20 dias estacionado em frente à ilha de Lampedusa, em agosto de 2019.

A maior parte dos 151 migrantes a bordo só pôde descer na Itália após uma intervenção da Justiça Administrativa, que determinou o desembarque por motivos sanitários. Esse processo também foi autorizado pelo Senado, mas a decisão final será tomada por um juiz de audiência preliminar em Palermo, ainda sem data definida.  

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