PUBLICIDADE

Rússia quer colocar aliado no governo de Kiev, acusam britânicos

Moscou afirmou que acusações de interferência são 'absurdos'

23 jan 2022 12h56
| atualizado às 14h23
ver comentários
Publicidade

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido acusou a Rússia de ter um plano para colocar um aliado do país na Presidência da Ucrânia.

Putin estaria querendo colocar aliado em Kiev
Putin estaria querendo colocar aliado em Kiev
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo o documento, Moscou não está apenas planejando fazer uma incursão militar, mas também "uma invasão e uma ocupação [...] para instalar um liderança pró-Rússia" no governo de Kiev. A pessoa escolhida seria o "ex-deputado ucraniano Yevhen Muraiev".

A pasta britânica ainda afirma que tem "informações" relativas a contatos entre os serviços de inteligência de Moscou e outras quatro personalidades políticas de Kiev: o ex-primeiro-ministro Mykola Azarov, os ex-vice-primeiros-ministros Serhiy Arbuzov e Andriy Kluyev e o ex-vice-chefe do Conselho de Segurança Nacional Vladimir Siykovich. Todos eles são ligados ao ex-presidente Viktor Yanukovich, deposto em meio a crise de 2014.

Por meio de seus porta-vozes, o governo dos Estados Unidos afirmou que o relatório britânico traz "informações preocupantes".

Mas, a Rússia negou veementemente as informações, que classificou de "absurdas" e pediu que o ministério britânico vá a público "e desminta" o relatório.

No entanto, após a divulgações das informações, Muraiev foi às suas redes sociais e afirmou que a Ucrânia "precisa de novos líderes" e que eles "foquem em uma política baseada nos interesses nacionais da Ucrânia e de seu povo".

Já o atual governo de Kiev fez uma declaração em que afirmou que "continuará a desmantelar" grupos pró-Rússia.

"O nosso Estado continuará em sua política de desmantelamento de qualquer estrutura oligárquica e política que possa abrir a estrada da desestabilização da Ucrânia e seja cúmplice com os ocupantes russos", disse o conselheiro da Presidência, Mykhailo Podoliak.

O episódio é mais um a elevar a tensão e o temor de uma invasão militar russa no território ucraniano. Enquanto os ocidentais acusam o governo de Vladimir Putin de colocar tropas na região para fazer uma incursão a qualquer momento, Moscou afirma que está apenas "protegendo" seu país.

Reuniões diplomáticas estão sendo realizadas entre EUA e Rússia para tentar acalmar a tensão, e um futuro encontro entre russos e britânicos também foi anunciado, mas a via diplomática para solucionar a crise parece estar cada vez mais distante.

O principal, mas não único, nó é a possível adesão de Kiev à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). .
   

Ansa - Brasil   
Publicidade
Publicidade