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Rússia propõe novo regime de verificação de mísseis aos EUA após fim de tratado

26 out 2020
12h23
atualizado às 12h35
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O Kremlin propôs nesta segunda-feira que a Rússia e os Estados Unidos concordem em não instalar certos mísseis terrestres na Europa e adotem medidas mútuas de verificação para criar confiança após o fim do tratado de controle de armas nucleares INF.

Componentes de um míssil SSC-8/9M729
23/01/2019
REUTERS/Maxim Shemetov
Componentes de um míssil SSC-8/9M729 23/01/2019 REUTERS/Maxim Shemetov
Foto: Reuters

Os EUA se desfiliaram do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário de 1987 no ano passado, acusando Moscou de violá-lo --uma acusação refutada pelo Kremlin.

A arquitetura global de controles de armas nucleares se tensionou ainda mais desde então, já que os ex-inimigos da Guerra Fria não conseguiram acertar um substituto para o Novo Start, outro grande pacto de controle de armas que vence em fevereiro de 2021.

Também nesta segunda-feira, o Kremlin sugeriu medidas de "distensão", como permitir que a Rússia realize inspeções do sistema norte-americano Aegis Ashore na Europa e que os EUA verifiquem os mísseis russos 9M729 presentes em instalações no enclave de Kaliningrado.

"Propomos que todos os lados interessados cogitem opções concretas para medidas mútuas de verificação para remover preocupações existentes", disse o Kremlin em um comunicado publicado em seu site.

O pacto INF proibia mísseis terrestres com um alcance de cerca de 500 a 5.500 mil quilômetros, o que reduzia a capacidade dos dois países de lançar um ataque subitamente.

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