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Resgate espera alcançar mais vítimas de ciclone com reabertura de estradas em Moçambique

25 mar 2019
12h08
atualizado às 12h15
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Agentes de resgate disseram que a reabertura de estradas permitirá que socorristas alcancem nesta segunda-feira centenas de pessoas ainda isoladas mais de uma semana depois que um ciclone intenso atingiu Moçambique e porções do sudeste da África.

Destruição provocada pelo ciclone Idai, perto de Beira, em Moçambique
24/03/2019
REUTERS/Mike Hutchings
Destruição provocada pelo ciclone Idai, perto de Beira, em Moçambique 24/03/2019 REUTERS/Mike Hutchings
Foto: Reuters

O ciclone Idai atingiu a cidade portuária moçambicana de Beira com ventos de até 170 quilômetros por hora perto da meia-noite de 14 de março, depois rumou para o continente na direção do Zimbábue e de Maláui, derrubando edifícios e matando ao menos 657 pessoas em três países.

"Estamos mais organizados agora, depois do caos. Estamos distribuindo alimentos e abrigos a mais pessoas hoje", disse o ministro da Terra e do Meio Ambiente, Celso Correia, a repórteres.

Segundo ele, o número de pessoas em acampamentos improvisados subiu de 18 mil para 128 mil desde domingo, a maioria deles na área de Beira.

Comunidades próximas de Nhamatanda, cerca de 100 quilômetros ao noroeste de Beira e onde algumas pessoas ficaram sem assistência durante dias, receberão ajuda nesta segunda-feira, acrescentou.

O ciclone e as chuvas fortes que se seguiram frustraram os esforços de ajuda e impediram a entrega de alimentos e outros itens básicos em Beira, uma rota de acesso importante para países da região sem acesso ao mar.

A água que cobriu vastos trechos de terra a oeste do porto está recuando, mas o tamanho da zona de desastre dificulta a entrega de ajuda aos mais necessitados.

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