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Reino Unido reforça investigação sobre ataque a ex-espião

Mais de 100 soldados foram mandados para Salinbury,na Inglaterra

9 mar 2018
10h12
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Mais de 100 soldados britânicos foram implantados em Salisbury, cenário do ataque contra o ex-espião russo Serghei Skripal e sua filha Yulia, para ajudar a polícia a investigar o caso e fazer a segurança do local.
    De acordo com as autoridades, todos os militares possuem treinamento especializado em ataque químico e descontaminação. O secretário de Defesa, Gavin Williamson, afirmou que os militares foram intensificados para "ajudar esse inquérito crucial".
    A unidade de combate ao terrorismo pediu assistência "para remover uma série de veículos e objetos da cena do crime", incluindo ambulâncias que podem ter sido contaminadas. No entanto, até o momento, não há indícios de que há risco para a saúde pública.
    A medida foi adotada às margens de uma visita da Ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, à cidade. No último domingo (4), Skripal, de 66 anos, foi envenenado em um shopping em Salisbury. Ele estava com sua filha, Yulia, de 33 anos. Um policial tentou ajudar os dois, mas também foi intoxicado. Todos foram internados em condições graves e apresentam quadro "estável".
    As autoridades estão apurando a motivação do crime e se ele foi cometido pelo governo russo. Além disso, a polícia tenta descobrir que tipo de substância fora usada. Até agora, sabe-se que é um "agente nervoso muito raro".
    Ao todo, o suposto envenenamento já fez 21 pessoas serem tratadas por sintomas de intoxicação.
    O Reino Unido afirmou que irá responder à altura caso "algum Estado" esteja por trás do atentado, informou a primeira-ministra britânica, Theresa May. A imprensa e, inclusive, o ministro do Exterior, Boris Johnson, fizeram insinuações de que o a Rússia seria a responsável. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou o envolvimento de seu país na tentativa de assassinato do ex-espião.

Ansa - Brasil   
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