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Reino Unido convoca embaixador do Irã em Londres

Governo britânico protestou contra prisão de diplomata em Teerã

13 jan 2020
09h42
atualizado às 10h11
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O governo do Reino Unido convocou nesta segunda-feira (13) o embaixador do Irã em Londres, Hamid Baeidinejad, para protestar contra a detenção temporária de seu representante em Teerã, Rob Macaire, durante um protesto em memória das vítimas do abatimento de um avião da Ukraine International Airlines (UIA).

Iranianos protestam em frente à Embaixada do Reino Unido em Teerã, em 12 de janeiro
Iranianos protestam em frente à Embaixada do Reino Unido em Teerã, em 12 de janeiro
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Por meio de uma nota, o governo britânico disse que o episódio envolvendo Macaire é uma "inaceitável" violação do direito internacional e das convenções diplomáticas e pede explicações ao Irã.

A manifestação em que Macaire foi detido ocorreu no último sábado (11), após o governo iraniano ter admitido que o avião da UIA fora derrubado "por engano" por seu sistema de defesa antiaérea. O ato teve frases de ordem contra as lideranças do país, inclusive o aiatolá Ali Khamenei.

O embaixador britânico em Teerã se justificou com o argumento de que pensava que a manifestação seria apenas uma vigília pelas 176 vítimas. "Eu saí depois de cinco minutos, quando alguns começaram a cantar", disse o diplomata, que ficara detido por cerca de meia hora, até ser identificado pela polícia.

Já o Irã acusou Macaire de "comportamento inapropriado" e o convocou para prestar explicações no último domingo (12).

O Boeing 737-800 da UIA levava 176 pessoas e foi abatido pelo sistema de defesa antiaérea do Irã, que o confundiu com um míssil americano, na madrugada da última quarta (8). O governo iraniano admitiu o erro "desastroso" e prometeu punir os responsáveis.

Todas as pessoas a bordo morreram, incluindo 82 iranianos, 63 canadenses, 11 ucranianos, 10 suecos, quatro afegãos, três britânicos e três alemães. O episódio ocorreu na mesma madrugada em que o Irã lançou mísseis contra duas bases militares dos EUA no Iraque, em resposta à morte do general Qassem Soleimani em um bombardeio americano.

Ansa - Brasil   
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