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Rei da Espanha exalta em discurso que justiça é igual para todos

24 dez 2011
20h10
atualizado às 21h13

O rei Juan Carlos I da Espanha afirmou neste sábado que qualquer atitude contestável cometida por pessoas com cargos públicos deve ser "julgada e sancionada de acordo com a lei", já que "a justiça é igual para todos".

A afirmação justifica a atitude adotada pela Casa Real espanhola, que decidiu afastar dos atos oficiais um de seus membros, Iñaki Urdangarin, uma decisão sem precedentes na história da coroa espanhola. O genro do monarca está sendo investigado por conta de uma suposta participação em um caso de corrupção.

Em sua tradicional mensagem de Natal, transmitida para todo o país, o monarca também advertiu que o caminho da recuperação econômica "não será curto, nem fácil e exigirá muitos sacrifícios", enquanto reivindicou aos terroristas da ETA que entreguem "suas armas assassinas e desapareçam para sempre".

Na alocução, muito esperada este ano após o escândalo que afeta Iñaki Urdangarin, marido da infanta Cristina, o rei pediu para não generalizarem comportamentos individuais, "já que poderiam cometer uma grande injustiça". Segundo o rei, essa situação poderia fragilizar as instituições que são necessárias para a verberação da sociedade espanhola.

Após manifestar sua vontade de falar ao país "com sinceridade e realismo", o rei declarou que se preocupa "enormemente" com a desconfiança que parece se estender em alguns setores da opinião publica em relação "a credibilidade e o prestígio" de algumas instituições da Espanha.

"Necessitamos de rigor, seriedade e exemplos em todos os sentidos, principalmente das pessoas com responsabilidades públicas. Devemos ter um comportamento adequado e exemplar", insistiu o rei, que considerou como "natural" a reação da sociedade diante de casos de corrupção.

Em sua mensagem, o monarca também se referiu à "severa" crise econômica do país e reivindicou que todas as medidas econômicas tenham como objetivo final a recuperação do emprego, já que as elevadas taxas de desemprego são "moralmente ruim para um país vertebrado, moderno e solidário como a Espanha". Atualmente, o país conta com quase cinco milhões de desempregados.

EFE   

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