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'Reduzir migração é motivo de orgulho', diz Salvini na ANSA

Ministro falou sobre políticas migratórias em sabatina

6 dez 2018
20h54
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O ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, participou nesta quinta-feira (6) de uma sabatina na sede da ANSA, em Roma, e afirmou que ter reduzido a chegada de migrantes no país é "motivo de grande orgulho".

Matteo Salvini participa de sabatina na sede da ANSA
Matteo Salvini participa de sabatina na sede da ANSA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Secretário da ultranacionalista Liga, Salvini, 45 anos, é "sócio minoritário" do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) no governo, mas isso não o impediu de se tornar a principal voz e figura mais popular do Executivo, graças à sua cruzada antimigrantes - as últimas pesquisas apontam que a Liga já ultrapassou o M5S na preferência do eleitorado.

"Ter reduzido em quase 100 mil as chegadas via mar e as mortes de maneira notável é, para mim, motivo de grande orgulho", disse Salvini. O desembarque de migrantes forçados e refugiados na Itália já vinha caindo drasticamente desde o ano passado, em função de um acordo do governo anterior para treinar e equipar a Guarda Costeira da Líbia, mas a tendência se acentuou após a posse do novo ministro do Interior, em 1º de junho.

No comando das políticas de segurança do país, Salvini fechou os portos para navios de ONGs que operam no Mediterrâneo, aprovou um decreto que dificulta a obtenção de proteção humanitária e diminuiu recursos destinados a projetos de acolhimento, ao mesmo tempo em que aumentou os fundos para repatriação.

"Nos primeiros meses do ano que vem triplicaremos a capacidade dos centros de repatriação, e estamos trabalhando dia e noite para assinar acordos com os países de proveniência", disse Salvini na ANSA. Atualmente, essas estruturas podem acolher 700 pessoas.

"Estamos trabalhando para aumentar a possibilidade de expulsar quem não tem direito de estar na Itália e de deter os delinquentes", reforçou. Desde o início de 2018, a Itália já registrou a chegada de 23.037 migrantes forçados e refugiados via Mediterrâneo, queda de 80,34% na comparação com o mesmo período de 2017.

Além disso, o número de mortes caiu de 2,8 mil para 1,3 mil, mas a proporção de fatalidades, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), subiu de 2,1% do total de viagens para 3,1%, o que indica que a rota está mais mortal.

Na sabatina, Salvini também disse estar convencido de que foram dados "passos à frente" nas negociações com a União Europeia sobre a Lei Orçamentária de 2019, rejeitada por Bruxelas por aumentar o déficit fiscal de um país que já tem a quarta maior dívida pública do mundo.

"Estamos trabalhando para resolver os problemas e para dialogar com todos, mas dou respeito e peço respeito pela Itália", afirmou.

Ansa - Brasil   

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