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Quatro oficiais de segurança e três militantes são mortos em tiroteio na Jordânia

12 ago 2018
14h33
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Forças de segurança retiraram os corpos de três pessoas suspeitas de serem militantes dos destroços de um prédio em uma cidade central da Jordânia, neste domingo, depois de um tiroteio em que pelo menos quatro agentes de seguranças foram mortos, disse o governo.

Em uma enorme operação, as forças da Jordânia fizeram um cerco ao prédio na parte residencial de Salt, na noite do sábado, em busca das pessoas responsáveis por um ataque a bomba contra um veículo da polícia, na sexta-feira. 

O veículo policial fazia a segurança para um festival de música na cidade de Fuhais, majoritariamente cristã, perto da capital Amã e a 15 quilômetros de Salt. 

Quatro membros das forças de segurança foram mortos durante a operação, depois que os suspeitos de serem militantes buscaram refúgio em um prédio de Salt, disse o governo. 

Parte do prédio desabou, possivelmente por causa da explosão de um homem-bomba, disse uma fonte de segurança. 

Forças de segurança confiscaram armas automáticas em uma "operação contínua", disse a porta-voz Jumana Ghunaimat à Reuters. 

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque de sexta-feira, em Fuhais, no qual um policial foi morto e outros seis ficaram feridos. 

Militantes do Estado Islâmico e outros grupos radicais jihadistas há muito tempo definiram a Jordânia, aliada dos Estados Unidos, como um de seus alvos, e dezenas de militantes estão presos atualmente. 

O rei Abdullah, aliado do Ocidente no Oriente Médio contra a militância islâmica, que também preservou a paz da Jordânia com Israel, está entre os mais enfáticos líderes da região a alertar sobre as ameaças de grupos radicais. 

Presidindo uma reunião do conselho de segurança nacional do país, no domingo, o monarca alertou que os criminosos pagarão caro. 

"Vamos lutar o Khawarij e atingi-los sem piedade, com toda a força e determinação", disse o monarca, um soldado de carreira, segundo um comunicado do palácio. 

Fontes oficiais não tornaram pública a identidade dos militantes, mas fontes de segurança afirmam que há evidências de que sejam integrantes de uma célula do Estado Islâmico dentro do reino. 

Ghunaimat disse que operações de busca e resgate estavam sendo conduzidas para garantir que nenhum civil seja feito refém no que restava do prédio. 

"O prédio em que a célula terrorista foi encontrada está prestes a desabar e será preventivamente demolido", acrescentou Ghunaimat. 

O tiroteio também feriu pelo menos 20 pessoas, inclusive mulheres e crianças que vivem na área. Elas foram levadas à noite para o principal hospital da capital, disse uma fonte médica. 

O primeiro-ministro da Jordânia, Omar Razzaz, estabeleceu uma "célula de crise", reunindo altos funcionários de segurança e do governo para coordenar operações de segurança com centenas de tropas.

A Jordânia disse em janeiro que havia frustrado os planos do Estado Islâmico, que incluíam uma série de ataques em novembro contra instalações de segurança, shoppings e figuras religiosas moderadas. Suspeitos foram presos. 

Forças de segurança estão extra vigilantes com alertas de que simpatizantes do Estado Islâmico poderiam se vingar, depois que militantes foram expulsos da maior parte do território que já controlaram na Síria e no Iraque. 

Oficiais de inteligência e alguns especialistas acreditam que disparidades sociais cada vez maiores e a percepção de corrupção generalizada estão abastecendo o crescimento da radicalização entre a juventude de um país com alto desemprego e pobreza crescente. 

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