"Quantos corpos?", questionou manifestante de Mianmar morto em dia mais sangrento desde golpe militar

28 fev 2021
13h51 atualizado às 14h00
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13h51 atualizado às 14h00
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Um dia antes de ser morto, o engenheiro de rede de internet Nyi Nyi Aung Htet Naing postou no Facebook sobre a cada vez mais violenta repressão militar aos protestos pró-democracia em Mianmar.

"#De_Quantos_Corpos_A_ONU_Precisa_Para_Tomar_Uma_Ação", questionou ele.

Naing foi um dos primeiros mortos a tiros na maior cidade de Mianmar, Yangon, neste domingo, dia mais sangrento desde o golpe de 1º de fevereiro que tem gerado protestos diários contra a junta e exigido a libertação da líder eleita Aung San Suu Kyi.

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas disse que pelo menos 18 pessoas foram mortas e 30 ficaram feridas neste domingo, elevando o número total de manifestantes mortos desde o golpe para pelo menos 21. O Exército diz que um policial morreu nos protestos.

As autoridades não responderam aos pedidos de comentários sobre a violência deste domingo.

(Reportagem: equipe Reuters)

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