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Protestos por direito ao aborto se espalham nos EUA

25 jun 2022 - 11h12
(atualizado às 11h48)
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Milhares de pessoas saíram às ruas em dezenas de cidades americanas para protestar contra a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que revogou o direito ao aborto legal no país, colocando fim a um entendimento de cerca de 50 anos.

Protestos por direito a aborto se espalham nos EUA
Protestos por direito a aborto se espalham nos EUA
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Um dos maiores atos foi registrado do lado de fora da Suprema Corte, na capital americana, onde milhares de mulheres gritavam frases como "o meu corpo, a minha escolha".
Outras manifestações foram realizadas em Nova York - incluindo duas passeatas na Union Square e na Washington Square -, Boston, Denver, Houston, Miami, Los Angeles, Atlanta, Chicago e Filadélfia.

Um protesto também ocorreu em Austin, no Texas, um dos estados em que já vigora uma lei super restritiva sobre o aborto.

Durante a noite da última sexta-feira (24), a polícia de Phoenix, no Arizona, usou gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão pró-aborto, segundo relatos da CNN. De acordo com os agentes, os manifestantes "socaram repetidamente a porta de vidro da entrada do Senado".

Novas manifestações estão planejadas para este fim de semana em Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Wisconsin, Illinois, Texas, Novo México e Califórnia.

A série de protestos nos EUA foi desencadeada pela decisão da Suprema Corte de revogar a histórica decisão Roe v Wade, de 1973, que reconheceu o direito constitucional ao aborto e o legalizou em todo o país.

A partir de agora, os estados podem legislar do jeito que quiserem sobre o tema. Até o momento, sete estados americanos, liderados por republicanos, já proibiram o aborto imediatamente após a decisão da Suprema Corte. São eles: Kentucky, Louisiana, Dakota do Sul, Arkansas, Missouri e Oklahoma.

No Alabama, um tribunal declarou válida uma proibição que havia sido bloqueada. O veto ao aborto também entrará em vigor em Dakota do Norte e Utah.

Já no Mississippi e no Wyoming levará mais tempo: o primeiro proibirá o aborto 10 dias depois que o procurador-geral declarar a lei constitucional e, no segundo, a medida será válida cinco dias depois que o governador certificar que a decisão da Suprema Corte foi revogada.

Em Idaho, Tennessee e Texas, levará 30 dias, embora as clínicas médicas deste último estado já tenham parado de praticar abortos.

Hoje (25), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a afirmar que "a decisão tomada pela Suprema Corte é devastadora e dolorosa", mas enfatizou que seu governo defenderá "os direitos reprodutivos das mulheres americanas".

"Uma decisão chocante e terrível", insistiu Biden, durante cerimônia de assinatura da lei bipartidária sobre controle das armas.

Ansa - Brasil   
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