0

Promotor da Itália ordena apreensão de 'Open Arms'

Com decisão, migrantes a bordo do navio devem desembarcar

20 ago 2019
17h53
  • separator
  • 0
  • comentários

O Ministério Público de Agrigento ordenou a apreensão do navio Open Arms, da ONG espanhola Proactiva, à deriva no mar perto do porto de Lampedusa há 19 dias, e pediu o imediato desembarque dos imigrantes a bordo. A expectativa é de que todas as pessoas sejam retiradas da embarcação ainda nesta noite. Até o momento, no entanto, os detalhes da operação não foram formalizados. A decisão foi tomada depois que o promotor-chefe de Agrigento, Luigi Patronaggio, fez uma inspeção no navio e verificou a "situação difícil a bordo". Na ocasião, dois imigrantes foram retirados do Open Arms por motivos de saúde e levados para o píer de Favarolo. "A situação é explosiva, tenho que me acalmar e ter certeza de que ninguém se machuque. O compromisso e a atenção são máximos para a segurança das pessoas", afirmou Patronaggio. Desde as 8h da manhã (horário local), 17 migrantes se jogaram ao mar para tentar alcançar o solo italiano nadando. Os imigrantes, porém, foram interceptados pela Guarda Costeira da Itália e levados para o porto da ilha de Lampedusa, no mediterrâneo. "Finalmente o pesadelo acaba, as pessoas restantes receberão assistência imediata na terra", escreveu a Open Arms em sua conta no Twitter.
    Antes da decisão do promotor, a Espanha chegou a anunciar que enviaria um navio para Lampedusa para resgatá-los, mas demoraria três dias para chegar à ilha.
    Os 88 imigrantes - inicialmente por volta de 150 - estão há 19 dias no navio Open Arms, atualmente ancorado a cerca de 800 metros de Lampedusa, aguardando autorização de desembarque em um país europeu.
    O vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, por sua vez, rejeitou o desembarque do navio, com base na política restritiva contra a imigração. "Ser firme é a única maneira de impedir que a Itália se torne o campo de refugiados da Europa novamente", escreveu o líder da extrema-direita no Twitter anteriormente.

Ansa - Brasil   
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade