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Projeções apontam vitória do 'sim' a passe anti-Covid na Suíça

28 nov 2021 09h50
| atualizado às 10h20
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A população da Suíça aprovou neste domingo (28) a exigência de certificado sanitário anti-Covid para acesso a determinados locais, como restaurantes, de acordo com as primeiras projeções da imprensa local.

Fila para votar em referendo em Zurique, cidade mais populosa da Suíça
Fila para votar em referendo em Zurique, cidade mais populosa da Suíça
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Os suíços foram chamados às urnas para votar em um referendo sobre alterações na legislação federal contra a pandemia, após comitês contrários ao passe terem reunido o mínimo de assinaturas necessárias para convocar uma consulta popular.

A votação dizia respeito a emendas na legislação anti-Covid que permitiram o aumento dos auxílios financeiros do governo e estabeleceram as bases legais para o certificado sanitário para vacinados, curados ou testados contra o novo coronavírus.

Esse documento é exigido desde meados de setembro para acesso em diversos lugares públicos, como restaurantes e museus, e se tornou alvo de recorrentes protestos de negacionistas da pandemia.

O referendo ocorreu em meio a uma nova alta dos casos na Suíça e ao crescente temor com a variante Ômicron, mas a população se expressou claramente a favor das restrições.

De acordo com uma projeção do instituto de pesquisa GFS Bern, o "sim" à legislação anti-Covid deve vencer com 63% dos votos, enquanto a apuração, ainda em estágio inicial, mostra um placar de 59,8% a 40,2%.

Para evitar confusão durante a votação, a polícia bloqueou as ruas ao redor do Parlamento, na capital Berna, já que alguns grupos haviam convocado manifestações na internet. Os defensores do "não" alegam que o certificado é um ataque à liberdade individual e, na prática, torna a vacinação obrigatória.

A Suíça tem 65% de sua população totalmente vacinada contra a Covid, segundo o portal Our World in Data, índice menor que o de países fronteiriços, como Itália (73%), França (69%) e até Alemanha (68%), onde a desconfiança sobre os imunizantes levou a uma explosão no número de casos.

Antes do referendo, o ministro suíço do Interior, Alain Berset, disse em um debate que queria "sair logo dessa situação", enquanto um grupo defensor do "sim" baseou sua campanha no slogan "Vacinem-se e parem de choramingar".

Ansa - Brasil   
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