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Primeiro paciente recebe controverso remédio para Alzheimer

O Aduhelm foi aprovado com base em evidências de que pode reduzir as placas cerebrais, um provável fator que contribui para a doença

16 jun 2021 15h33
| atualizado às 15h45
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Logo da Biogen em Cambridge, Massachusetts
 26/1/2017    REUTERS/Brian Snyder
Logo da Biogen em Cambridge, Massachusetts 26/1/2017 REUTERS/Brian Snyder
Foto: Reuters

Um hospital dos Estados Unidos administrou a primeira dose de um remédio novo e controverso contra Alzheimer da Biogen Inc, antes de o Medicare sequer dizer o quanto pagaria - e com alguns médicos incomodados com a sua aprovação semana passada.

Mark Archambault, corretor de imóveis de 70 anos de Wakefield, Rhode Island, foi o primeiro paciente que não participava dos testes clínicos a ser tratado com o remédio Aduhelm.

O Aduhelm foi aprovado com base em evidências de que pode reduzir as placas cerebrais, um provável fator que contribui ao Alzheimer, em vez de provas de que reduz a progressão da doença.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA aprovou o remédio - apesar de forte objeção do seu próprio painel de especialistas - para todos os pacientes com Alzheimer, embora o Aduhelm tenha sido testado apenas em pacientes nos primeiros estágios da doença.

"Espero que os médicos sigam as diretrizes dos testes clínicos porque nós realmente não temos evidências para pacientes com estágios mais avançados com Alzheimer", disse o professor de neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Brown, Stephen Salloway, à Reuters.

Alguns médicos temem até prescrever Aduhelm para esse grupo. O médico David Knopman, neurologista na clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, foi um dos três especialistas que renunciou ao painel de especialistas da FDA que recomendou que a agência não aprovasse o remédio da Biogen.

Entre resultados de testes questionáveis e potenciais efeitos colaterais, Knopman não viu motivo para a maioria dos pacientes receberem o remédio.

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