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Primeiro caso de Ômicron detectado nos EUA é viajante totalmente vacinado

1 dez 2021 19h12
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Os Estados Unidos identificaram nesta quarta-feira seu primeiro caso conhecido de Covid-19 causado pela variante Ômicron, descoberto em um paciente totalmente vacinado que viajou para a África do Sul, enquanto os cientistas continuam estudando os riscos que essa nova cepa pode representar.

Anthony Fauci, principal autoridade de doenças infecciosas nos EUA, fala a repórteres na Casa Branca
01/12/2021
REUTERS/Kevin Lamarque     
Anthony Fauci, principal autoridade de doenças infecciosas nos EUA, fala a repórteres na Casa Branca 01/12/2021 REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: Reuters

Autoridades de saúde pública disseram que a pessoa infectada, que apresentava sintomas leves, voltou da África do Sul aos Estados Unidos em 22 de novembro e testou positivo sete dias depois.

Esse paciente foi totalmente vacinado, mas não recebeu uma dose de reforço, de acordo com Anthony Fauci, principal autoridade de doenças infecciosas nos EUA, que falou com repórteres na Casa Branca.

A pessoa está em quarentena e todos os contatos próximos do paciente tiveram teste negativo, disse ele.

Questões importantes permanecem sobre a nova variante, que sofreu mutação de uma forma que os especialistas em saúde acreditam que pode elevar sua capacidade de disseminar e evitar algumas das defesas fornecidas pelas vacinas. Ações estão em curso para atualizar essas vacinas, se necessário.

Ômicron foi encontrada em duas dezenas de países, incluindo vários na Europa, além de Brasil, Canadá, Austrália, Japão, Hong Kong e Israel.

Fauci disse que pode levar duas semanas ou mais para obter uma compreensão sobre a facilidade com que a variante se espalha de pessoa para pessoa, quão grave é a doença que causa e se pode contornar as proteções das vacinas atualmente disponíveis.

O governo Biden pediu às pessoas totalmente vacinadas que procurem doses de reforço após as doses iniciais. Sessenta por cento dos norte-americanos estão totalmente vacinados e cerca de um quinto dessas pessoas tomaram reforços, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

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