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Pressionada pela direita, França endurece política imigratória

6 nov 2019
13h54
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A França desmontará alguns acampamentos de imigrantes, imporá cotas a trabalhadores imigrantes e negará acesso a serviços de saúde sem urgência a postulantes de asilo recém-chegados na tentativa de mostrar aos eleitores que o presidente Emmanuel Macron está atento aos seus receios com a imigração.

Macron fala em evento na China 5/12/2019 Hector Retamal/Pool via REUTERS
Macron fala em evento na China 5/12/2019 Hector Retamal/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

"Queremos recuperar o controle de nossa política imigratória", disse o primeiro-ministro, Édouard Philippe, um indicado de Macron, aos repórteres ao revelar um pacote de medidas sobre a imigração.

"Isso significa que quando dizemos sim, realmente sim, e quando dizemos não, realmente quer dizer não."

Pesquisas de opinião mostram que o eleitorado está preocupado com a questão e que esse sentimento está aumentando o apoio à líder de extrema-direita Marine Le Pen, que provavelmente será a maior oponente de Macron na próxima eleição presidencial em 2022.

Sondagens apontam que sua popularidade está crescendo entre os eleitores, enquanto Macron está perdendo terreno - embora ainda lidere.

O governo de centro de Macron vem resistindo à pressão de rivais da direita no quesito imigração, em parte porque muitos de seus apoiadores liberais não acolhem qualquer medida que vejam como um flerte com a xenofobia.

Mas ao anunciar as novas medidas, a França se une a outros países europeus, entre eles Itália, Reino Unido e Suécia, que optaram por adotar posturas mais rígidas com os imigrantes desde que o início do conflito sírio, em 2011, desencadeou uma crise imigratória em toda a Europa e estimulou partidos populistas de direita.

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