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Presidente do Suriname Bouterse é condenado por execuções em 1982

29 nov 2019
20h16
atualizado às 20h30
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Um tribunal do Suriname condenou na sexta-feira o presidente Desi Bouterse por assassinato pela execução de 15 oponentes em 1982 após um golpe de Estado para tomar o poder, sentenciando o homem que dominou a história recente da ex-colônia holandesa a 20 anos na prisão.

Os partidos de oposição pediram a renúncia de Bouterse, atualmente na China em visita oficial. O tribunal militar que o considerou culpado ainda não ordenou sua prisão.

Bouterse liderou o país sul-americano na década de 1980 como chefe de um governo militar, depois assumiu o cargo novamente em 2010 e garantiu a reeleição cinco anos depois.

O tribunal determinou que Bouterse supervisionou uma operação na qual soldados sob seu comando sequestraram 16 importantes críticos do governo - incluindo advogados, jornalistas e professores universitários - e mataram 15 deles em uma fortaleza colonial na capital Paramaribo.

Um líder sindical sobreviveu e depois testemunhou contra Bouterse.

Bouterse, que negou firmemente as acusações, pode recorrer da decisão. Até agora, ele não fez comentários sobre sua condenação e espera-se que viaje a Cuba, como planejado, no sábado.

Em comunicado, o governo do Suriname disse que "tomou nota dos desenvolvimentos e pede à comunidade que mantenha a paz".

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