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Presidente do Equador transfere sede do governo a Guayaquil

Lenín Moreno culpou Rafael Correa e Nicolás Maduro por levante

8 out 2019
08h24
atualizado às 09h08
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Após ter decretado estado de exceção, o presidente do Equador, Lenín Moreno, transferiu a sede do governo da capital Quito para Guayaquil, a cerca de 430 quilômetros de distância.

Protesto contra medidas econômicas do governo equatoriano em Quito
Protesto contra medidas econômicas do governo equatoriano em Quito
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em um discurso televisivo e acompanhado pelos líderes das Forças Armadas, o mandatário disse que os protestos de massa contra o fim dos subsídios aos combustíveis são uma "decisão política organizada para romper a ordem democrática". "O que está acontecendo não é um episódio de descontentamento social", declarou.

Moreno também acusou seu antecessor, Rafael Correa, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de arquitetarem um "plano de desestabilização" para derrubá-lo e garantiu que não voltará atrás em suas medidas econômicas.

A transferência da sede do governo é uma das prerrogativas do presidente em períodos de estado de exceção, que também autoriza a presença das Forças Armadas nas ruas e o fechamento de portos, aeroportos e passagens de fronteira.

O estado de exceção foi decretado em 3 de outubro, após protestos populares contra medidas econômicas do governo, principalmente o fim dos subsídios ao preço dos combustíveis. O prazo inicial era de 60 dias, mas a Corte Constitucional o reduziu para 30.

Organizações indígenas convocaram uma greve nacional para esta quarta (9) e já tiveram adesão de sindicatos e movimentos estudantis. A expectativa é que 20 mil índios marchem em Quito para exigir um recuo do presidente.

Ansa - Brasil   
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