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Presidente da Itália vai a Moçambique e promete ajuda contra fome

Visita ocorreu por ocasião dos 30 anos de acordo

5 jul 2022 - 14h27
(atualizado às 14h42)
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O presidente da Itália, Sergio Mattarella, fez nesta terça-feira (5) uma visita de Estado a Moçambique por ocasião dos 30 anos do acordo de paz que encerrou a guerra civil no país africano.

Sergio Mattarella com o presidente Filipe Nyusi
Sergio Mattarella com o presidente Filipe Nyusi
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O tratado foi firmado em Roma, em 1992, pela socialista Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que governa a nação desde sua independência, em 1975, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Mattarella foi recebido no Palácio Presidencial de Maputo pelo presidente Filipe Nyusi e presenciou a assinatura de um acordo de cooperação nas áreas de saúde, criação de emprego, agricultura, desenvolvimento urbano e meio ambiente.

A iniciativa, chamada "Plano Indicativo Plurianual", prevê 85 milhões de euros em investimentos nos próximos três anos, sendo 35 milhões de euros em doações ao país africano e 50 milhões de euros em crédito.

"Agradeço a Mattarella por sua visita, pudemos fazer um encontro profícuo nesta manhã. É uma visita histórica para nós, porque a Itália e seu povo sempre estiveram presentes, nos ajudaram a ser independentes", declarou Nyusi.

Já Mattarella disse que a parceria entre Itália e Moçambique deve servir de exemplo para as relações entre União Europeia e África e prometeu ajuda para combater a fome.

"Falamos da agressão russa [à Ucrânia], que está provocando o retorno neste milênio do fato que um país maior possa atacar um menor. A UE está pronta a ajudar os países em dificuldade pela crise alimentar", garantiu o presidente italiano.

"Moçambique e Itália são geograficamente distantes, mas o acordo de Roma nos mostra que a paz em um lugar diz respeito a todo o mundo. Não existem mais as zonas de influência das grandes potências, a pretensão de recriá-las é fora da realidade", acrescentou Mattarella.

Na quinta-feira (7), o presidente deve visitar a vizinha Zâmbia, em uma missão que também busca aumentar a cooperação no setor de gás para reduzir a dependência italiana em relação à Rússia.

Ansa - Brasil   
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