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Premier da Líbia anuncia que renunciará em outubro

Al-Sarraj deu declaração em transmissão na TV estatal

16 set 2020
19h58
atualizado às 20h04
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O primeiro-ministro do governo de união nacional na Líbia, Fayez al-Sarraj, anunciou nesta quarta-feira (16) sua intenção de renunciar ao cargo até o final de outubro.

Político disse esperar que um novo executivo possa completar a transição
Político disse esperar que um novo executivo possa completar a transição
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um discurso transmitido na TV estatal, o político disse esperar que um novo executivo possa completar a difícil transição política do país, castigado durante anos por uma guerra civil contra as milícias lideradas pelo marechal Khalifa Haftar, que controlam o leste da Líbia.

"Declaro meu desejo sincero de entregar minhas funções à próxima autoridade executiva o mais tardar no final de outubro", disse ele.

Segundo al-Sarraj, a expectativa é de que o "comitê de diálogo conclua seu trabalho e escolha um novo conselho presidencial e primeiro-ministro".

Entenda a crise -

A Líbia se fragmentou politicamente após a queda de Muammar Kadafi, em 2011, e desde então é palco de conflitos entre milícias.

De um lado, está o governo de união nacional guiado por Sarraj e apoiado pelos grupos armados de Trípoli e Misurata e pela ONU; do outro, o Parlamento de Tobruk, fiel a Haftar, que tem apoio declarado do Egito e dos Emirados Árabes Unidos, além da aliança tácita com a Rússia.

O marechal e o Parlamento de Tobruk não reconhecem a legitimidade do governo Sarraj - instituído por uma conferência de paz no Marrocos, em 2015 - e controlam a maior parte do país, principalmente o leste e o desértico sul.

Ex-aliado de Kadafi, Haftar ajudou o coronel a derrubar o rei Idris, em 1969, mas rompeu com o ditador em 1987, após ter sido capturado no Chade. De lá, guiou, com o apoio da CIA, um fracassado golpe contra Kadafi. Por duas décadas, viveu como exilado nos Estados Unidos e ganhou cidadania americana.

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