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Premiê designado inicia conversas para formar governo no Líbano

Mikati é o terceiro político a tentar conciliação política

28 jul 2021 14h10
| atualizado às 14h22
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O premiê encarregado do Líbano, Najib Mikati, começou as conversas para tentar formar um novo governo no país, que se aproxima de um ano de crise política. Em declaração nesta quarta-feira (28), o representante prometeu que sua meta é conseguir consenso "no tempo mais rápido possível".

Najib Mikati terá missão de formar um novo governo em meio a crise política
Najib Mikati terá missão de formar um novo governo em meio a crise política
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Mikati é o terceiro indicado a tentar dar fim à crise política libanesa, que se agravou a partir de 4 de agosto do ano passado após uma gigantesca explosão no porto de Beirute. Logo após a tragédia, que deixou mais de 220 mortos e danos bilionários, o então primeiro-ministro, Hassan Diab, renunciou ao cargo.

Para o seu lugar, o presidente Michel Aoun indicou o ex-embaixador do país em Berlim Mustapha Adib. Porém, nem um mês depois da escolha, Adib renunciou por não encontrar consenso.

Aoun então escolheu o ex-premiê Saad Hariri, que aparentava ter apoio das principais forças políticas libanesas. Mas, quase um ano depois, em 15 de julho, Hariri entregou a missão - a diferença é que divergências com o próprio Aoun forçaram a renúncia.

Agora, a esperança recai sobre Mikati, mas as chances de sucesso não são bem vistas. O escolhido é um empresário bilionário de 65 anos, que já foi acusado de corrupção e nepotismo, e que tem grandes suspeitas de enriquecimento ilícito.

Para muitos libaneses, ele é a imagem do grupo que colocou o país no atual caos social, econômico e político que se arrasta há anos.

Um dos principais entraves para a formação do governo é o fato da necessidade de haver uma divisão religiosa nos cargos mais importantes. Por conta desse sectarismo, o presidente sempre deve ser um cristão maronita, o premiê um muçulmano sunita e o chefe do Parlamento é um muçulmano xiita.

Os parlamentares também seguem a divisão, sendo 50% cristãos e 50% muçulmanos. .
   

Ansa - Brasil   
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