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Premiê da Itália descarta 'qualquer risco' para seu governo

30 jun 2022 - 18h24
(atualizado às 19h03)
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O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, descartou nesta quinta-feira (30) qualquer "risco" para seu governo, apesar das tensões com seus aliados do Movimento 5 Estrelas (M5S) registradas enquanto estava na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Madri.

Premiê da Itália descarta 'qualquer risco' para seu governo
Premiê da Itália descarta 'qualquer risco' para seu governo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Ainda estou otimista, o governo não corre riscos porque os interesses nacionais e italianos são prioridades para todas as forças que apoiam este governo", declarou o premiê italiano durante coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros.

No entanto, Draghi enfatizou que "o governo não pode ser feito sem o M5S" porque o partido dá "uma contribuição importante e estou certo de que continuarão a fazê-lo nos próximos meses".

Ontem, o premiê italiano deixou a cúpula da Otan em Madri para retornar a Roma e liderar a reunião do Conselho de Ministros sobre medidas econômicas em meio a tensões no governo, principalmente após o ex-premiê italiano e líder do M5S Giuseppe Conte acusar Draghi de ter pedido para o fundador do partido, Beppe Grillo, para retirá-lo do comando.

A tensão levantou temores pela continuidade da administração. O chefe de governo, porém, negou a pressão e afirmou que "Conte confirmou que não está disposto a deixar a coalizão".

"O governo nasceu com o M5S, não se satisfaz com apoios externos, porque valoriza demasiado sua contribuição para se satisfazer com apoios externos", ressaltou Draghi, explicando que está em contato com Conte para tentar aliviar a crise.

Além disso, o italiano enfatizou que este é o último governo legislativo em que será primeiro-ministro.

Seca -

Durante a coletiva de imprensa, Draghi explicou que o governo italiano está trabalhando com a maior urgência para intervir contra a terrível seca que atingiu o país, especialmente a agricultura no centro-norte.

"Na bacia do Padano é a crise hídrica mais grave dos últimos 70 anos, segundo a análise das autoridades distritais do rio Pó. A crise hídrica tem duas categorias de causas: uma é o déficit pluviométrico dos últimos três anos, tendo em vista que as chuvas foram escassas, e outra é o fato de as temperaturas aumentarem em geral.

Ansa - Brasil   
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