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Premiê da Itália contraria conselho e prevê vacina para dezembro

Órgão científico havia projetado vacinação para 2021

20 out 2020
09h56
atualizado às 09h59
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O premiê da Itália, Giuseppe Conte, afirmou nesta terça-feira (20) que as primeiras doses da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford estará disponível no início de dezembro.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, em pronunciamento em Roma
O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, em pronunciamento em Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração está em linha com previsões feitas por outros ministros recentemente, mas contraria órgãos científicos do governo, que projetam o começo da vacinação apenas para a primavera europeia, entre março e junho.

"Se as últimas fases de preparação da vacina de Oxford, da IRBM e da AstraZeneca forem concluídas nas próximas semanas, as primeiras doses estarão disponíveis no início de dezembro", disse Conte durante o lançamento de um livro em Roma.

Segundo o premiê, o primeiro lote deve conter cerca de 3 milhões de doses. "Mas acho que, para controlar completamente a pandemia, precisaremos esperar a próxima primavera", acrescentou.

Na última segunda-feira (19), o presidente do Conselho Superior da Saúde (CSS), Franco Locatelli, havia dito que, "de forma realista", a vacinação contra o novo coronavírus poderia começar "nos primeiros meses da primavera", em pessoas frágeis, forças de segurança e operadores sanitários - o CSS é o órgão científico do Ministério da Saúde.

A vacina de Oxford é uma das mais promissoras para conter a pandemia, e o projeto conta com a participação da empresa italiana Advent-IRBM, que fez as doses para as primeiras fases de testes. Já a AstraZeneca será responsável pela fabricação e distribuição em escala global.

A Comissão Europeia tem um acordo para comprar pelo menos 300 milhões de doses da vacina, com opção de adquirir outras 100 milhões. A candidata já está sob "revisão contínua" no bloco, primeira etapa necessária para o registro da medicação.

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