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Premiê britânica recebe apoio da UE e de Trump em disputa com a Rússia

13 mar 2018
15h49
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O Reino Unido deu à Rússia até a meia-noite desta terça-feira para explicar como um agente nervoso da era soviética foi usado contra um ex-agente duplo russo em território britânico, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que repreenderá a Rússia se indícios britânicos incriminarem Moscou.

Policial russo do lado de fora do prédio da embaixada britânica em Moscou 13/03/2018 REUTERS/Sergei Karpukhin
Policial russo do lado de fora do prédio da embaixada britânica em Moscou 13/03/2018 REUTERS/Sergei Karpukhin
Foto: Reuters

A primeira-ministra britânica, Theresa May, que na segunda-feira disse ser "altamente provável" que a Rússia esteja por trás do envenenamento de Sergei Skripal e de sua filha, recebeu apoio de alguns dos principais aliados europeus do Reino Unido e da da União Europeia, que denunciou o ataque descrevendo-o como "chocante" e ofereceu ajuda para rastrear os responsáveis.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse que o ataque foi "horrível".

Mas Moscou sinalizou ser pouco provável que responda ao apelo de Londres por uma explicação crível até quarta-feira. Negando ter desempenhado qualquer papel no ataque, que deixou Skripal, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33 anos, em estado grave, a Rússia disse que ignorará o ultimato até que Londres entregue amostras do agente nervoso usado e cumpra as obrigações internacionais para investigações conjuntas de tais incidentes.

"Quaisquer ameaças de adotar 'sanções' contra a Rússia não ficarão sem resposta", disse o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado. "O lado britânico deveria entender isso".

A Rússia terá uma eleição presidencial no domingo, na qual o presidente Vladimir Putin, ele mesmo um ex-espião da KBG, deve conquistar um quarto mandato no Kremlin com facilidade.

Skripal, ex-membro da inteligência militar russa, entregou dezenas de agentes russos à inteligência britânica até ser detido em Moscou e preso em 2006. Em 2010 ele foi libertado em uma troca de espiões e recebeu refúgio no Reino Unido, onde vivia discretamente na cidade de Salisbury até ser encontrado inconsciente ao lado da filha em um banco público em 4 de março.

Na segunda-feira, May disse que seu país identificou a substância como pertence ao grupo de agentes nervosos conhecido como Novichok, desenvolvido pelos militares soviéticos nos anos 1970 e 1980.

Somando-se às mensagens de solidariedade do presidente francês, Emmanuel Macron, e da nova coalizão de governo da Alemanha, a expressão de apoio de Trump deu a May uma esperança adicional de cortejar endosso ocidental para seu governo, que parece a caminho de uma disputa de forças com a Rússia.

"O presidente Trump disse que os EUA estão com o Reino Unido até o fim, concordando que o governo russo precisa fornecer respostas não ambíguas sobre como esse agente nervoso chegou a ser usado", disse um porta-voz de May em comunicado.

Se nenhuma resposta satisfatória de Moscou for recebida até a meia-noite do horário de Londres, May provavelmente delineará a reação britânica no Parlamento na quarta-feira.

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