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Prefeito de Veneza quer catracas nos acessos da cidade

Medida seria mais uma forma de coibir o turismo "bate e volta"

17 jul 2020
10h11
atualizado às 10h26
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O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, anunciou nesta sexta-feira (17) um projeto para instalar catracas automáticas em todos os acessos do centro histórico da cidade para controlar o fluxo de pessoas.

Controle de acesso instalado de forma experimental no centro de Veneza, em abril de 2018
Controle de acesso instalado de forma experimental no centro de Veneza, em abril de 2018
Foto: ANSA / Ansa

Segundo Brugnaro, de centro-direita, residentes, trabalhadores pendulares e estudantes poderão baixar um código de acesso nos smartphones que garantirá acesso livre à região. "Nesse ponto, se decidirá quantas pessoas a cidade pode receber", explicou, durante um encontro com donos de hotéis.

Para turistas, o prefeito prevê lançar um aplicativo e um sistema de compra de ingressos antecipados para entrar em Veneza. Turistas com reservas em hotéis receberão a chave de acesso junto com a confirmação da hospedagem.

"A ideia é instalar catracas automáticas em todos os acessos da cidade, e a chave ficará no smartphone", explicou. A Prefeitura planejava instituir ainda neste ano uma taxa de até oito euros contra turistas que não pernoitam no centro histórico da cidade.

A cobrança entraria em vigor em 1º de julho, mas foi adiada para 2021 em função da pandemia do novo coronavírus, que atingiu em cheio o setor de turismo. Tanto a taxa quanto o controle de acesso serão voltados a pessoas que visitam o centro histórico de Veneza e as ilhas da cidade, como Murano e Burano, mas sem pernoitar nessas regiões.

Aqueles que dormem na área da Lagoa de Veneza já pagam a "tassa di soggiorno", que varia de um a cinco euros por dia. Por outro lado, adeptos do chamado "bate e volta" hoje não arcam com nenhuma taxa para entrar no superlotado centro histórico da cidade.

"Encontramos uma solução: entra apenas quem reserva", disse Brugnaro nesta sexta, mas sem dar prazos para a implantação das catracas.

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Ansa - Brasil   
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