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Por que o acordo anunciado entre Israel e Emirados Árabes é histórico

Até agora, Israel não tinha relações diplomáticas com os países árabes do Golfo. Acordo anunciado pelo presidente Donald Trump seria fruto de uma preocupação crescente com a influência do Irã sobre a região.

13 ago 2020
13h31
atualizado às 13h47
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Israel e os Emirados Árabes Unidos selaram um acordo para normalizar as relações entre os dois países, segundo anunciou o presidente americano, Donald Trump.

Netanyahu participa de entrevista à imprensa
 7/6/2020 Menahem Kahana/Pool via REUTERS
Netanyahu participa de entrevista à imprensa 7/6/2020 Menahem Kahana/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

Em uma declaração conjunta, Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed, disseram esperar que isso "promova a paz no Oriente Médio".

"Os três países enfrentam desafios em comum e vão se beneficiar mutuamente desta conquista histórica", disseram eles no documento.

Como resultado, acrescentaram que Israel suspenderá seus planos de anexar grandes partes da Cisjordânia ocupada.

Até agora, Israel não tinha relações diplomáticas com os países árabes do Golfo.

O embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos Estados Unidos, Yousef Al Otaiba, disse em um comunicado que foi "uma vitória para a diplomacia e para a região".

"É um avanço significativo nas relações árabe-israelenses que reduz as tensões e cria uma nova energia para mudanças positivas", acrescentou.

Este é apenas o terceiro acordo de paz árabe-israelense desde a declaração de independência de Israel em 1948. O Egito assinou um acordo em 1979 e a Jordânia, em 1994.

No entanto, preocupações comuns sobre a influência regional do Irã levaram a contatos não oficiais entre os israelenses e os Emirados Árabes.

A expectativa é que delegações de Israel e dos Emirados Árabes se reúnam nos próximos dias para assinar acordos bilaterais sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, telecomunicações, energia, saúde, cultura, meio ambiente, criação de embaixadas, entre outras áreas.

O comunicado conjunto também afirma que Israel dedicará esforços para "expandir seus laços" com outros países árabes e muçulmanos.

Em resposta ao anúncio feito por Trump, Netanyahu tuitou em hebraico: "Dia histórico".

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