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Populistas de direita e Verdes crescem no Parlamento Europeu

Votação teve recorde de comparecimento às urnas

26 mai 2019
18h07
atualizado às 19h41
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As eleições de 2019 ao Parlamento Europeu entram para a história neste domingo (26) com um recorde de comparecimento às urnas nos principais países do bloco, como na Alemanha, onde mais de 60% eleitores votaram, o maior índice desde a reunificação, em 1989. Segundo dados de Bruxelas, a média europeia de afluência ficou acima dos 50%, a mais alta dos últimos 20 anos. A imprensa local tem destacado que nunca uma eleição ao Parlamento Europeu envolveu tanto os eleitores do Velho Continente. A jornada eleitoral de hoje mobilizou eleitores em 21 países, já que os outros setes que compõem a União Europeia puderam votar de quinta-feira (23) a sábado (25). A grande expectativa recaía sobre o embate entre os partidos europeístas e nacionalistas, em um clima de incerteza sobre o futuro da UE, assombrado pela saída do Reino Unido, o chamado "Brexit". De acordo com as projeções e pesquisas de boca de urna, o Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), chamado de PPE e do qual faz parte o CDU, da chanceler alemã, Angela Merkel, deve ficar com 177 dos 751 assentos do Parlamento Europeu.
    Apesar de mais votados, os eurodeputados do PPE não conseguirão formar maioria apenas com os socialistas do S&D, o Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, do espanhol PSOE e do britânico Partido Trabalhista, que pode conquistar 147 cadeiras. Juntos, eles teriam somente 324 assentos. Mas eles podem manter seu histórico controle do Parlamento Europeu se conseguirem cooptar os liberais do ALDE (composto pelo movimento En Marche, do presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo espanhol Ciudadanos) e talvez os verdes. Enquanto os partidos tradicionais perderam terreno nestas eleições, os "verdes" e ambientalistas apareceram com força e viraram os protagonistas da rodada.
    Na onda dos recentes protestos da jovem sueca Greta Thunberg, as legendas ambientalistas foram capazes de coagular o voto dos jovens, dos progressistas e dos socialistas desiludidos. Os "verdes" podem ficar com 70 da 751 cadeiras do Parlamento Europeu.
    Unidas em torno da ENL, a Europa das Nações e da Liberdade, as legendas nacionalistas e de extrema-direita apresentaram crescimento em vários países, como na França, onde o Rassemblement National (Reunião Nacional), de Marine Le Pen, desponta como o mais votado. As projeções indicam que a ENL, composta também pela Liga Norte, de Matteo Salvini, pode dobrar o número de cadeiras e se tornar uma força considerável no Parlamento Europeu, com 57 assentos. Mas os blocos nacionalistas e conservadores (ECR, ENL e EFDD), mesmo somados, chegariam a 172 eurodeputados, dos 751 totais que formam a Casa.

A francesa Marine Le Pen
A francesa Marine Le Pen
Foto: EPA / Ansa - Brasil
Ansa - Brasil   
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