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Pompeo diz que sauditas garantiram que culpados por morte de Khashoggi serão responsabilizados

14 jan 2019
11h14
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O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta segunda-feira que líderes sauditas garantiram que todos os culpados pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi serão responsabilizados, à medida que Riad tenta solucionar sua maior crise política em décadas.

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em Riad 14/01/2019 Andrew Caballero-Reynolds/Pool via REUTERS
Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em Riad 14/01/2019 Andrew Caballero-Reynolds/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

Pompeo disse a repórteres que também tratou de uma série de questões de direitos humanos com o rei Salman e com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, incluindo o caso de ativistas de direitos das mulheres que estão presas há meses, algumas supostamente torturadas.

Khashoggi, forte crítico do príncipe herdeiro saudita, foi assassinado em outubro dentro do consulado do reino em Istambul, desencadeando repreensão global, incluindo a imposição de sanções pelo Tesouro norte-americano contra 17 indivíduos e a elaboração de uma resolução pelo Senado dos EUA culpando o príncipe Mohammed pelo crime.

Uma avaliação da CIA também responsabilizou o príncipe herdeiro por ordenar o assassinato, o que autoridades da Arábia Saudita negam. Ao menos 21 sauditas foram presos como parte do caso, com cinco enfrentando a pena de morte. Cinco oficiais também foram demitidos, incluindo um graduado assessor da família real.

"Ambos reconheceram que a responsabilização precisa acontecer. Eles falaram sobre o processo que está acontecendo dentro de seu país, tanto o processo investigativo como o processo judicial que está acontecendo", disse Pompeo.

"Eles reiteraram seu comprometimento em alcançar o objetivo, as expectativas que estabelecemos para eles".

A indignação desencadeada pelo assassinato de Khashoggi tem desgastado a relação entre o reino e seus aliados no Ocidente e chamado atenção para a repressão de divergências na Arábia Saudita e para a guerra de quase quatro anos no Iêmen.

Durante reuniões que duraram cerca de 80 minutos no total, Pompeo disse ter discutido com líderes sauditas o caso de ativistas de direitos da mulher detidas e acusadas de traição.

"O compromisso deles foi de que o processo judicial legal acontecerá e que eles o farão rapidamente e que continuarão nesse caminho", disse a repórteres.

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