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Político alemão de extrema-direita diz que não renunciará após assessor ser acusado de espionagem para China

24 abr 2024 - 09h16
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Um membro do Parlamento Europeu do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) disse nesta quarta-feira que não renunciaria depois que um de seus assessores foi preso sob suspeita de espionagem para a China.

Maximilian Krah afirmou aos repórteres que demitirá o membro de sua equipe que foi preso sob acusação de espionagem e levado à presença de um juiz na noite de terça-feira.

O caso é um revés para o AfD depois de ter se tornado o segundo partido mais popular da Alemanha antes das eleições europeias e locais deste ano.

Também alimenta ansiedades mais amplas sobre a Europa como alvo de operações de espionagem chinesas e russas. Nesta semana, a Alemanha prendeu três pessoas em um caso separado sobre o fornecimento de tecnologia sensível à China para fins militares.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Wang Wenbin disse na terça-feira que os relatos sobre a espionagem chinesa na Europa eram "exagerados" e "destinados a desacreditar e suprimir a China".

O caso mais recente diz respeito a uma pessoa identificada pelos promotores apenas como Jian G., que é acusado de passar informações sobre discussões na legislatura da União Europeia para a inteligência chinesa e espionar a oposição chinesa.

O site de Krah, principal candidato do AfD na eleição de junho para a assembleia europeia, lista Jian Guo como um de seus assistentes. Krah disse que soube da prisão pela mídia e negou qualquer irregularidade pessoal.

"Eu sou e continuarei sendo o principal candidato", disse Krah. "Agora é uma questão de focar a campanha eleitoral nas questões europeias novamente e se afastar desse assunto muito desagradável."

"É uma acusação muito séria. Depois que o mandado de prisão foi confirmado hoje, vou demitir o funcionário em questão hoje mesmo", acrescentou.

O chanceler Olaf Scholz visitou a China na semana passada para conversar com os líderes do país.

A Alemanha tem buscado desacelerar o relacionamento com seu maior parceiro comercial, com receio de amarrar a Alemanha à economia chinesa depois que a invasão da Ucrânia expôs a dependência da Europa do gás russo e alimentou uma crise de custo de vida.

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