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Plebiscito em San Marino aprova descriminalização do aborto

Governo tem agora seis meses para preparar projeto de lei

27 set 2021 08h38
| atualizado às 09h02
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A população da República de San Marino, enclave de menos de 35 mil habitantes situado no norte da Itália, aprovou neste domingo (26) a descriminalização do aborto.

Protesto em defesa do aborto em Turim, norte da Itália
Protesto em defesa do aborto em Turim, norte da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O "sim" à proposta obteve uma vitória esmagadora com 77,28% dos votos, contra 22,72% do "não", e abre caminho para legalizar a interrupção voluntária da gravidez 43 anos depois da Itália, país ao qual a vida são-marinense está profundamente ligada.

O plebiscito de iniciativa popular foi capitaneado pela União das Mulheres São-Marinenses (UDS) para reverter uma lei que pune o aborto com até seis anos de prisão.

San Marino é um estado confessional católico e se define como um país fundado por um santo em 301, mas essa tradição religiosa não impediu o resultado. "Todo o empenho que tivemos foi recompensado, as mulheres confiaram em nós", comemorou Rosa Zafferano, dirigente da UDS.

Agora o Congresso de Estado, poder Executivo de San Marino, tem seis meses para redigir um projeto de lei sobre a descriminalização do aborto. Em seguida, o texto será votado pelo Parlamento local.

Já nesta segunda-feira (27), o papa Francisco, sem citar a república são-marinense, voltou a criticar as leis que autorizam o aborto, em discurso na Pontifícia Academia para a Vida.

"As crianças que não queremos receber estão entre as vítimas da cultura do descarte, com leis sobre o aborto que as mandam para o remetente e as matam. Isso se tornou normal, um hábito, uma coisa horrível, um homicídio", declarou.

Ansa - Brasil   
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