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Partido de Netanyahu diminui diferença para Gantz, mostram pesquisas israelenses

14 jun 2024 - 09h12
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O partido de direita Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, reduziu a diferença em relação ao partido centrista do ex-ministro Benny Gantz, que deixou o governo de unidade em tempo de guerra no domingo, segundo duas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira.

As pesquisas, realizadas pelo jornal Ma'ariv, de esquerda, e pelo jornal Israel Hayom, de direita, mostraram que o Likud conquistaria 21 cadeiras, atrás do Partido da Unidade Nacional, com 24. A pesquisa do Ma'ariv na semana passada apontava o partido de Gantz com 27 assentos, enquanto que no início do ano estava regularmente na casa dos 30 assentos.

A pesquisa do Ma'ariv mostra a atual coalizão governista conquistando 52 assentos no Knesset de 120 lugares, contra 58 dos principais partidos de oposição, com o saldo de 10 assentos ocupados pela Lista Árabe Unida e pela aliança de esquerda Hadash-Ta'al.

A pesquisa do Israel Hayom colocou a coalizão com 50 assentos, contra 61 dos partidos de oposição e 9 da Lista Árabe Unida e da Hadash-Ta'al.

Ambas as pesquisas mostraram que a maioria dos eleitores preferiria Gantz como primeiro-ministro em uma escolha frente a frente com Netanyahu. Entretanto, a pesquisa do Israel Hayom revelou que, se o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett unisse forças com Avigdor Liberman e Gideon Saar, dois outros políticos de centro-direita de fora do campo do Likud, sua aliança poderia derrotar tanto o Likud quanto o Partido da Unidade Nacional de Gantz.

Gantz, ex-general do Exército e ministro da Defesa do último governo, juntou-se à coalizão de Netanyahu no ano passado como um gesto de unidade nacional após o ataque devastador do Hamas em 7 de outubro.

No entanto, ele entrou em conflito repetidamente com outros ministros e deixou o governo depois de exigir que Netanyahu articulasse um plano estratégico claro para a guerra em Gaza, agora em seu nono mês.

Netanyahu, que foi amplamente responsabilizado pelas falhas de segurança que permitiram a realização do ataque de 7 de outubro, recusou-se a convocar eleições antecipadas e, normalmente, não enfrentaria os eleitores até 2026, se sua coalizão com um grupo de partidos religiosos e de direita se mantiver.

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