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Parlamento britânico não consegue maioria para nenhum plano mais brando para Brexit

1 abr 2019
20h00
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A saída do Reino Unido da União Europeia permaneceu em um impasse nesta segunda-feira, depois que o Parlamento não foi capaz de concordar com nenhuma alternativa para o acordo de retirada da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Premiê britânica, Theresa May, deixa residência oficial em Londres
01/04/2019 REUTERS/Henry Nicholls
Premiê britânica, Theresa May, deixa residência oficial em Londres 01/04/2019 REUTERS/Henry Nicholls
Foto: Reuters

Após uma semana conturbada na qual a estratégia de separação de May foi rejeitada por parlamentares pela terceira vez, apesar de sua oferta de renúncia caso o acordo fosse aprovado, a direção futura do Brexit permanece imersa em indefinição.

Em uma tentativa de romper o impasse, parlamentares votaram nesta segunda-feira em quatro opções alternativas para o Brexit, mas todas as quatro foram rejeitadas.

O plano que chegou mais perto de alcançar uma maioria foi o de manter o Reino Unido em uma união alfandegária com a UE. Essa opção foi derrotada por três votos.

Uma proposta para que um referendo seja realizado para confirmar qualquer acordo recebeu o maior número de votos, mas foi derrotada por 292 contra 280 votos.

O ministro do Brexit, Steven Barclay, disse, depois que os resultados foram anunciados, que a posição padrão ainda é que o Reino Unido irá deixar a União Europeia no da 12 de abril sem um acordo para atenuar o impacto econômico de uma saída abrupta.

Na última sexta-feira, a terceira derrota do acordo de retirada de May deixou uma das líderes britânicas mais fracas em uma geração enfrentando uma grave crise envolvendo o Brexit, a mudança de política mais abrangente do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial.

Seu governo e seu Partido Conservador, que tem tentado conter uma separação da Europa há 30 anos, estão agora divididos entre aqueles que exigem que May garanta uma ruptura decisiva do bloco e aqueles que exigem que ela descarte tal possibilidade.

Se May apoiar qualquer um dos lados, ela arrisca dividir o seu partido e derrubar seu próprio governo. Alguns parlamentares conservadores têm advertido que irão apoiar uma moção de desconfiança se ela aceitar pedidos por um Brexit que mantenha muitos dos laços econômicos próximos existentes atualmente com a UE.

O Reino Unido deveria ter deixado a União Europeia no dia 29 de março, mas o impasse político em Londres forçou May a pedir uma prorrogação ao bloco. Do jeito que as coisas estão agora, o Reino Unido irá deixar a UE às 22h (19h no horário de Brasília) do dia 12 de abril --a não ser que May encontre uma outra opção viável.

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