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Papa lamenta ruptura entre direitos individuais e bem coletivo na Europa

13 set 2021 09h59
| atualizado às 12h35
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O papa Francisco alertou para o foco excessivo nos direitos individuais e para as guerras culturais à custa do bem coletivo nesta segunda-feira, durante uma visita à Eslováquia, em meio ao aumento do nacionalismo e do sentimento anti-imigrante em todo o leste da Europa.

Papa Francisco no Palácio Presidencial da Eslováquia em Bratislava
13/09/2021 Vatican Media/­Divulgação via REUTERS
Papa Francisco no Palácio Presidencial da Eslováquia em Bratislava 13/09/2021 Vatican Media/­Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

O papa de 84 anos está fazendo sua primeira viagem desde que passou por uma cirurgia intestinal em julho, e parece estar em boa forma. Indagado por um repórter nesta segunda-feira sobre como se sente, ele brincou: "Ainda vivo".

Na primeira visita papal à Eslováquia desde 2003, Francisco voltou a um tema que esboçou durante uma parada na Hungria no domingo ao falar sobre como as nações deveriam evitar uma mentalidade egoísta e defensiva, lembrando o passado comunista da região.

"Nestas terras, até poucas décadas atrás, um sistema de pensamento único (comunismo) sufocava a liberdade. Hoje, outro sistema de pensamento único está privando a liberdade de significado, reduzindo o progresso ao lucro e os direitos somente às necessidades individuais", disse Francisco.

Dirigindo-se à presidente eslovaca, Zuzana Caputova, a outras autoridades e a diplomatas nos jardins do palácio presidencial, o papa acrescentou: "A fraternidade é necessária para o processo cada vez mais urgente da integração (europeia)".

A integração eslovaca e de outros países do leste europeu à União Europeia coincide com uma reação nacionalista ao aumento da imigração ilegal, muitas vezes envolvendo muçulmanos do Oriente Médio e do Afeganistão.

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