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Papa alerta que Mediterrâneo é o maior cemitério da Europa

Francisco pediu mais solidariedade com migrantes

13 jun 2021 09h35
| atualizado às 11h02
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O papa Francisco lembrou neste domingo (13) que o mar Mediterrâneo é o maior cemitério da Europa e fez um apelo por mais solidariedade e menos indiferença em relação às tragédias envolvendo migrantes.

Francisco pediu fim da indiferença com migrantes que atravessam o mar
Francisco pediu fim da indiferença com migrantes que atravessam o mar
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi feita durante a oração do Ângelus na praça São Pedro, no Vaticano, no momento em que o Pontífice explicou que um barco que afundou em 18 de abril de 2015, em uma das maiores tragédias da história do Mediterrâneo, e deixou centenas mortos ficará exposto em Augusto, na Sicília.

"Que este símbolo de tantas tragédias no Mar Mediterrâneo continue a apelar à consciência de todos e a encorajar o crescimento de uma humanidade mais simpática que derrube o muro da indiferença", desejou Francisco.

Jorge Bergoglio ainda pediu para todos pensarem "no Mediterrâneo como o maior cemitério da Europa".

O barco naufragado foi resgatado pelas autoridades italianas em 2016 para realizar o possível reconhecimento dos cadáveres em seu interior. Depois de ter sido exibido na Bienal de Arte de Veneza em 2019, a embarcação tornou-se uma espécie de monumento, "símbolo de todas as tragédias, conhecidas e desconhecidas, que envolveram os homens, mulheres e crianças obrigadas a abandonar suas terras em busca de uma vida melhor".

A instalação artística feita pelo suíço Christoph Buchel foi batizada como "Barca Nostra" ("Nosso Barco", em tradução livre) e tem como objetivo lembrar que as viagens da morte continuam sendo uma realidade no Mediterrâneo.

O barco afundou no Canal da Sicília, no auge da crise migratória no Mediterrâneo, e levava mais de 700 pessoas. Apenas 28 sobreviveram.

Ansa - Brasil   
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