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Pandemia não é igual a guerra, diz ex-partisan italiana

Assunta Cutraro, 94 anos, lutou contra nazifascismo

21 mai 2020
11h34
atualizado às 12h19
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Com 5 milhões de casos, cerca de 330 mil mortes e efeitos devastadores sobre a economia, a pandemia do novo coronavírus é frequentemente comparada a uma guerra, especialmente por ter paralisado países mundo afora, mas, para quem viveu os horrores de um conflito, as duas coisas não podem ser colocadas em pé de igualdade.

Manifestação de partisans em Roma, capital da Itália
Manifestação de partisans em Roma, capital da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A italiana Assunta Cutraro, 94 anos, foi partisan e lutou na Resistência contra o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial. Com a eclosão da pandemia, teve de enfrentar também a solidão imposta pelas medidas de isolamento, primeiro em casa e depois no hospital por causa de uma bronquite.

A ex-partisan vive em Pomigliano d'Arco, região metropolitana de Nápoles, e diz não ter medo do novo coronavírus, que, segundo ela, "não tem nada a ver com a guerra e a crueldade que os alemães mostraram".

Cutraro foi condecorada por ter salvado algumas pessoas da prisão - e talvez da morte - durante à histórica insurreição popular em Nápoles contra a ocupação nazifascista, em setembro de 1943. Na ocasião, ela explodiu um veículo alemão e foi baleada durante a fuga, mas acabou escapando.

A ex-partisan, no entanto, perdeu a condecoração há alguns anos. "Gostaria de me encontrar com [o primeiro-ministro] Conte, me parece uma pessoa séria. E espero que quem levou minha condecoração me devolva", disse.

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