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Padre chileno é preso por violentar 7 menores

Óscar Muñóz Toledo fazia parte de rede de pedofilia no país

13 jul 2018
15h57
atualizado às 16h48
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Um padre foi preso no Chile sob a acusação de pedofilia, no âmbito de um inquérito que investiga outros 14 prelados suspeitos de criarem uma rede de abusos na diocese de Rancagua, no sul do país.

Óscar Muñoz Toledo, ex-reitor da Arquidiocese de Santiago, é acusado de assédio e violência sexual contra pelo menos sete menores de idade entre 11 e 17 anos, incluindo parentes. Os casos teriam ocorrido em 2002. Em janeiro passado, ele já havia confessado um episódio de abuso, pelo qual será julgado.

Em caso semelhante, em 2014, chilenos protestaram contra o abuso de menores em frente a um tribunal em Santiago
Em caso semelhante, em 2014, chilenos protestaram contra o abuso de menores em frente a um tribunal em Santiago
Foto: Ivan Alvarado / Reuters

O padre de 56 anos é o primeiro sacerdote católico preso desde março passado, quando um relatório ordenado pelo papa Francisco desvendou a real extensão do escândalo de pedofilia no Chile, que provocou a renúncia de todo o episcopado do país.

Os investigadores dizem que Rancagua abrigava uma "fraternidade" de padres abusadores, descoberta por uma jornalista que fingira ser menor de idade e fora aliciada online por um prelado. A Justiça chilena já pediu que o Vaticano entregue toda a informação disponível sobre o caso e apreendeu documentos nas dioceses de Santiago e Rancagua, uma ação sem precedentes na nação latina.

Até o momento, Francisco aceitou as renúncias de cinco bispos chilenos, incluindo o de Osorno, Juan Barros, acusado de encobrir os abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima, seu mentor e já condenado pelo próprio Vaticano.

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Ansa - Brasil   

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