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Otan assumirá papel mais importante em coordenação de ajuda militar à Ucrânia, diz secretário-geral

14 jun 2024 - 11h03
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A aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumirá um papel mais importante na coordenação do fornecimento de armas para a Ucrânia, disse a aliança nesta sexta-feira, substituindo os Estados Unidos em uma tentativa de salvaguardar o processo enquanto Donald Trump concorre a um segundo mandato como presidente dos EUA.

"Esses esforços não tornam a Otan uma parte do conflito, mas aumentarão nosso apoio à Ucrânia para garantir seu direito à autodefesa", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a repórteres em Bruxelas.

Na quarta-feira, a Hungria desistiu de sua resistência ao pacote de apoio à Ucrânia que a Otan pretende aprovar na cúpula de Washington em julho, que inclui uma promessa financeira e a transferência para a Otan da coordenação do fornecimento de armas e treinamento.

Durante uma visita de Stoltenberg a Budapeste, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse que seu país não bloquearia as decisões da Otan sobre o fornecimento de apoio à Ucrânia, mas afirmou que não se envolverá.

Após a invasão da Rússia à Ucrânia em 2022, os EUA reuniram países com ideias semelhantes na base aérea de Ramstein, na Alemanha, estabelecendo um grupo de cerca de 50 membros que se reúnem regularmente para atender às solicitações de armas de Kiev com promessas de doadores.

O grupo Ramstein continuará existindo como um fórum político liderado pelos EUA, mas a Otan assumirá o trabalho militar, que coordena o fornecimento de armas e o treinamento das tropas ucranianas.

A medida é amplamente vista como um esforço para proporcionar um certo grau de "proteção contra Trump", colocando a coordenação sob o comando da Otan, dando à aliança um papel mais direto na guerra contra a invasão russa, mas sem comprometer suas próprias forças.

Mas diplomatas reconhecem que essa medida pode ter um efeito limitado, uma vez que os EUA são a potência dominante da Otan e fornecem a maior parte do armamento para a Ucrânia. Portanto, se Washington quiser cortar a ajuda ocidental a Kiev, ainda seria capaz de fazê-lo.

Stoltenberg também pediu aos aliados que mantenham o financiamento da ajuda militar para a Ucrânia no mesmo nível que têm desde 2022, somando cerca de 40 bilhões de euros por ano.

Porém, faltando menos de um mês para a cúpula de Washington, de 9 a 11 de julho, os aliados ainda estão trabalhando para definir os detalhes dessa promessa, tentando superar as diferenças sobre quanto cada país deve contribuir e até que ponto isso deve ser divulgado.

No período que antecede a cúpula de Washington, os aliados também ainda estão em desacordo sobre se e como reforçar as palavras da Otan sobre a futura adesão da Ucrânia à aliança.

A posição oficial no momento é de que a Ucrânia se juntará à aliança um dia, mas não enquanto o país estiver em guerra. "O futuro da Ucrânia está na Otan", declararam os líderes da aliança na cúpula de Vilnius do ano passado.

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