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Rússia diz que fim do embargo de armas da UE é golpe à paz na Síria

28 mai 2013 07h38
| atualizado às 08h00
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A Rússia afirmou nesta terça-feira que o fim do embargo de armas da União Europeia à Síria prejudica as chances de negociações de paz que Moscou e Washington estão tentando organizar.

"Isso causa dano direto às perspectivas para a convocação da conferência internacional", disse o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, sobre a decisão da UE que permitirá aos países do bloco fornecer armas aos rebeldes sírios.

Os governos da UE não conseguiram superar diferenças sobre a questão na segunda-feira, e decidiram deixar expirar uma proibição a armar os rebeldes da oposição que combatem as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Grã-Bretanha e França, que se opunham à renovação do embargo, já deixaram claro que não vão entregar armas "nesta fase", mas as autoridades da UE disseram que o compromisso expira efetivamente em 1º de agosto

Rússia e Estados Unidos anunciaram em 7 de maio que tentariam colocar o governo de Assad e seus adversários frente a frente numa conferência para buscar um fim ao conflito de 26 meses, em que mais de 80 mil pessoas foram mortas.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, encontraram-se novamente em Paris na segunda-feira para discutir a conferência, mas não anunciaram quaisquer planos específicos.

Mísseis para estabilizar
Ryabkov também afirmou que as entregas previstas de sofisticados mísseis antiaéreos S-300 russos à Síria representam um fator de "estabilização", que têm como objetivo dissuadir qualquer intervenção externa no conflito.

"Consideramos estas entregas como um fator de estabilização", respondeu Ryabkov ao ser questionado sobre o fornecimento à Síria dos sistemas capazes de interceptar aviões e mísseis guiados, equivalentes aos Patriots americanos. "Acreditamos que medidas deste tipo dissuadem alguns espíritos acalorados de contemplar cenários que impliquem internacionalizar o conflito, por meio da participação de forças estrangeiras", completou.

O contrato para a entrega dos S-300 foi assinado há alguns anos com o governo sírio, recordou Riabkov.

Resolução da ONU
O Conselho de Direitos Humanos da ONU se pronunciará na quarta-feira sobre um projeto de resolução que condena "a intervenção de combatentes estrangeiros" na cidade síria de Al-Quseir, pela qual lutam o Exército e os rebeldes sírios.

O projeto de resolução, apresentado por Estados Unidos, Turquia e Qatar, se refere principalmente ao Hezbollah libanês, mas não menciona o grupo. O texto será debatido nesta terça-feira em Genebra e analisado na quarta-feira em um encontro urgente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, cujas resoluções não são vinculantes.

Com informações de agências internacionais

Fonte: Terra
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