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Presidente argentina segue tomando decisões apesar de repouso por hematoma cerebral

7 out 2013
13h13
atualizado às 14h58

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vai continuar tomando decisões de governo, apesar de permanecer em repouso durante um mês por orientação médica devido a um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça), disse uma fonte do governo.

Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, escuta o discurso do presidente uruguaio, José Mujica, durante a 68º Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Cristina vai continuar tomando decisões de governo, apesar de permanecer em repouso durante um mês por orientação médica devido a um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça), disse uma fonte do governo. 24/09/2013.
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, escuta o discurso do presidente uruguaio, José Mujica, durante a 68º Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Cristina vai continuar tomando decisões de governo, apesar de permanecer em repouso durante um mês por orientação médica devido a um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça), disse uma fonte do governo. 24/09/2013.
Foto: Eduardo Munoz / Reuters

A fonte informou ainda que o vice-presidente do país, Amado Boudou, só cumprirá um papel protocolar durante o período em que exercerá a Presidência.

"Repouso não é desconexão. As viagens, os aviões, os eventos não são recomendáveis para o sanguíneo, mas estará em cima dos temas da sua casa", afirmou a fonte, que falou nesta segunda-feira à Reuters e pediu para não ser identificada.

O hematoma vai manter a combativa líder, de 60 anos, fora de ação faltando apenas três semanas para a eleição legislativa de meio de mandato, em 27 de outubro, a qual vai determinar quanto poder no Congresso ela terá nos dois últimos anos no governo.

O vice-presidente Amado Boudou antecipou durante o fim de semana o retorno de uma viagem ao Brasil e à França e assumiu a Presidência, mas apenas formalmente, de acordo com a fonte, segundo a qual Cristina permanece no comando.

Segundo o porta-voz presidencial, o estado da presidente pode ser resultado de uma queda sofrida em agosto, embora na ocasião ela tivesse sido liberada pelos médicos.

Cristina, conhecida por acompanhar de perto o trabalho de seu gabinete, pode ter dificuldades para se manter distante durante um período politicamente sensível para a Argentina, a terceira maior economia da América Latina.

Além disso, o seu governo está no auge de uma batalha em tribunais dos Estados Unidos sobre a crise do calote da dívida argentina, um caso do qual ela gosta de falar publicamente.

Pesquisas recentes indicaram que o governo pode perder o controle do Congresso na eleição de meio de mandato, um resultado que tiraria de Cristina a oportunidade de fazer uma reforma constitucional que lhe permitiria disputar um terceiro mandato em 2015.

Reeleita em 2011 com base na promessa de elevar o papel do governo na economia, a presidente tem dito que não pensa em um terceiro mandato. Mas persistem as especulações de que seus partidários querem emendar a Constituição para que ela possa concorrer novamente.

Cristina foi eleita pela primeira vez em 2007, quando a Argentina se recuperava do catastrófico calote da dívida em 2002.

Suas políticas comerciais protecionistas, controles cambiais e de nacionalização das principais companhias aérea e de petróleo e do sistema de previdência privada mantiveram a Argentina como um pária dos mercados internacionais.

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