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Obama cético sobre ação militar dos EUA na Síria

18 jun 2013 01h46
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou nesta segunda-feira seu ceticismo sobre uma possível ação militar americana na Síria, como a instalação de uma zona de exclusão aérea, estimando que tal medida não mudaria a situação do conflito.

"Mesmo com a criação de uma zona de exclusão aérea, é possível que não se solucione o problema que há dentro desta zona", disse o presidente no "The Charlie Rose Show".

Em entrevista ao jornalista da PBS Charlie Rose, Obama afirmou que "é difícil entender a complexidade da situação" na Síria e "como não devemos nos precipitar em mais uma guerra no Oriente Médio".

"Disse que ampliaria o apoio tanto à oposição política como à oposição armada, mas não precisei exatamente o que faremos e não vou fazê-lo nesta entrevista".

A Casa Branca anunciou o reforço da ajuda à oposição síria na semana passada, após a conclusão de que o regime de Bashar al-Assad utilizou armas químicas contra os rebeldes.

"Se criarmos um corredor humanitário, conseguiremos impedir a chegada de aviões a este corredor ou também de mísseis?" - perguntou Obama sobre uma eventual zona de exclusão aérea. "Isto significaria eliminar o armamento em Damasco e, portanto, ter a disposição de bombardear Damasco. E o que ocorreria se fizéssemos vítimas civis?"

Na mesma entrevista, Obama estimou que a China está endurecendo sua política contra o programa nuclear da Coreia do Norte.

"Vemos que os chineses estão levando a sério o problema das declarações e provocações constantes dos norte-coreanos e rejeitando seu programa nuclear".

Os políticos chineses "costumam deixar de lado este tipo de problema, mas agora vemos um interesse e uma vontade de se envolver com nossas negociações estratégicas sobre estes aspectos", disse Obama.

"Minha impressão do presidente Xi (Jinping) é que consolidou sua posição bastante rápido dentro da China, e que é mais jovem, forte, robusto e mais seguro de si mesmo (...) do que outros líderes do passado".

Em um fato pouco comum, o governo chinês - aliado econômico e diplomático do regime em Pyongyang - decidiu impor penalizações sobre contas bancárias norte-coreanas, com base em um pacote de sanções aprovado pela ONU.

Ainda sobre a China, Obama disse que Pequim entendeu muito claramente as consequências de um ciberataque contra os Estados Unidos, o que deterioraria as relações entre as duas potências.

"Tivemos conversações muito claras sobre este tema. Eles entenderam, acredito, que isto pode prejudicar as bases da relação entre Estados Unidos e China", revelou o presidente.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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