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EUA confirmam que Síria utilizou armas químicas contra rebeldes

13 jun 2013 19h16
| atualizado às 19h33
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Os serviços de inteligência dos Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira que o regime da Síria "utilizou armas químicas em pequena escala contra a oposição em múltiplas ocasiões durante o ano passado".

O exército sírio "utilizou armas químicas, inclusive o agente sarin, múltiplas vezes no último ano", o que viola a "linha vermelha" traçada pelo governo americano, segundo disse durante entrevista Ben Rhodes, conselheiro adjunto da Segurança Nacional da Casa Branca.

Rhodes disse que o governo de Barack Obama tomará decisões sobre como responder segundo seu "próprio cronograma".

De acordo com o relatório da inteligência americana, transmitido nesta quinta-feira ao Congresso, até 150 pessoas teriam morrido em ataques realizados com armas químicas até o momento.

"Nossa comunidade de inteligência tem alta confiança nesta avaliação, dadas as múltiplas e variadas fontes de informação", diz o relatório, que também contou com dados procedentes de outros países aliados como a França e o Reino Unido.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu publicamente em várias ocasiões que o uso de armas químicas por parte do regime sírio atravessaria uma "linha vermelha", que obrigaria Washington a reconsiderar sua posição em relação ao conflito civil que abala o país.

Os EUA não revelaram, no entanto, quais medidas tomariam. Após a informação vir à tona, o senador republicano e ex-candidato presidencial John McCain insistiu quanto à necessidade de estabelecer uma zona de exclusão aérea na Síria para apoiar os rebeldes.

No entanto, McCain lembrou no Congresso que "o presidente Obama não tomou uma decisão final de armar os rebeldes na Síria".

EFE   
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