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Ataques no Iraque deixam nove mortos e 15 feridos

24 abr 2013
09h58
atualizado às 10h00
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Pelo menos nove pessoas morreram, entre elas cinco membros das forças de segurança, e outras quinze ficaram feridas nesta quarta-feira em diferentes ataques cometidos no Iraque, informaram à Agência Efe fontes do Ministério do Interior.

A explosão de um carro-bomba próximo de uma patrulha policial em Al Tarmia, a 30 quilômetros de Bagdá, deixou três pessoas mortas, entre elas dois agentes, e oito feridos.

Em um ataque contra um posto de controle em Al Asuada, na província de Diyala, três membros dos Conselhos de Salvação (milícias pró-governo) perderam a vida e outros três ficaram feridos.

Além disso, dois soldados iraquianos ficaram feridos pela explosão de uma bomba próxima a patrulha do Exército em Taba, e outras duas pessoas ficaram feridas pela explosão de artefato em Yelaula, também em Diyala.

O ministério informou ainda que a polícia iraquiana matou três supostos homens armados que tinham atacado um posto de controle policial em Tal Apta, na província de Ninawa.

Uma fonte do hospital Al Zadi, na cidade de Kirkuk, disse que os corpos das 40 vítimas mortas ontem na província de mesmo nome foram entregues aos seus familiares.

Uma força conjunta do Exército e a polícia, apoiada por helicópteros, fez uma operação ontem na cidade de Al Hueiya, em Kirkuk, deixando 26 pessoas mortas e 155 feridos.

As vítimas morreram em função dos disparos efetuados pelas forças de segurança para dissipar o protesto dos manifestantes sunitas, que se queixam de discriminação por parte do governo do xiita Nouri al-Maliki.

Outro dos objetivos da operação era buscar os responsáveis pela morte, há poucos dias, de um soldado iraquiano em um posto de controle próximo. Os manifestantes, no entanto, negam qualquer relação com este fato.

Após o ataque contra os manifestantes, um grupo de jovens tentou atacar dois postos militares na província de Kirkuk, o que provocou enfrentamentos que terminaram com pelo menos treze pessoas mortas.

As províncias de Salah ad-Din e Al-Anbar também viveram ontem eposódios de violência, com distúrbios entre o Exército e homens armados relacionados com os fatos da praça de Al Hueiya.

O aumento da violência agravou a instabilidade política, com a renúncia dos ministros de Educação, Mohammed Tamim, e de Ciência e Tecnologia, Abdel Karim Samerrai, ambos da aliança opositora Al Iraqiya.

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EFE   
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